A arte e algumas dicas de uma apresentação de sucesso

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Quem nunca ficou com o frio na barriga para uma apresentação? Seja para apresentar um trabalho científico no ensino médio, um TCC na Universidade ou até uma nova ideia na empresa onde você trabalha. O nervosismo é uma variável constante e isso poucas pessoas têm o poder de dominar. Geralmente, o que me faz diminuir esse nervosismo é o conhecimento e a preparação que eu tenho sobre a apresentação que eu vou fazer. Como voluntário na AIESEC Blumenau, estou sujeitos a diversos momentos nos quais irão me colocar de frente a um público, no qual irá me exigir um conhecimento em troca e uma interação para aqueles minutos de apresentação. Seja em uma conferência local, uma palestra na Universidade ou até uma simples apresentação para parceiros e amigos, um roteiro básico e segurança sobre o que você está apresentando, são fatores essenciais para o meu sucesso.

Viajando pela internet, encontrei esse texto que replicarei na íntegra explicando 10 passos para que você tenha uma apresentação de sucesso. Não vou dizer que eu sigo essa lista em todos os momentos, mas depois de ler esse artigo, senti que posso melhorar (e muito) em alguns aspectos sobre as minhas apresentações por aí. No caso, as dicas são da SOAP – empresa de comunicação especializada na consultoria para apresentações corporativas.

Com uma apresentação bem estruturada, ficará fácil para você – como facilitador do conteúdo – vender a ideia, trabalho ou projeto para o seu público-alvo.  E não há melhor forma de “vender” uma ideia do que contando uma boa história. Portanto, mãos à obra!

Comunicação Corporativa – A arte do sucesso para a sua ideia

Planejamento

1. Conheça a sua audiência: saiba quais são as suas características demográficas, o que já sabem do assunto, o que querem saber, qual o problema que se pode ajudar a resolver.

2. Defina um objetivo claro: a apresentação deve ter um objetivo que seja claro e atingível. O objetivo é, em suma, o que quer que a sua audiência faça, pense ou sinta no final da apresentação.

3. Crie um guia: comece apontando os pontos principais dos assuntos que tem necessariamente de abordar durante a apresentação. Use esta lista como guia para a criação do seu roteiro ou da sua história.

Desenvolvimento

4. Prepare a criação do roteiro: o roteiro deverá ser baseado em uma história que vá ao encontro das expectativas e aspirações da sua audiência. Para criar uma história impactante comece respondendo a questão Como é que o que tenho ou como é que o que vou apresentar vai impactar a vida da minha audiência?. Os dois ingredientes base da história devem ser os argumentos lógicos que apelem à razão e emoção que apele ao sentimento da sua audiência.

5. História impactante: uma história impactante divide-se em três atos.

  • Ato I – serve para despertar o interesse da audiência, expor a ideia principal da apresentação. Deve ser surpreendente, ou inquietante para captar a atenção da audiência desde os primeiros minutos. Aqui é o momento onde se contextualiza e insere a audiência no mesmo cenário que você. É no ato I que você deve criar a empatia.
  • Ato II – é o corpo da história, onde é desenvolvida a ideia principal e onde são apresentados os argumentos lógicos para os fatos expostos no ato I. Neste segundo ato é onde deve existir o clímax, ou o pico de emoção da história.
  • Ato III – nesta última fase deve-se fechar a história em direção ao objetivo pretendido. A ideia principal da apresentação deve ser repetida e assim passa a fazer todo o sentido para a audiência.

6. Identidade visual: a identidade visual é o look & feel da sua apresentação. Nesta fase deverá estudar a sua marca e a ideia ou produto que irá apresentar. Escolha 3 ou 4 cores da sua apresentação, os 2 ou 3 tipos de fonte que irá utilizar, o tipo de imagens e de elementos gráficos. Todos os elementos devem fazer sentido juntos e devem ajudá-lo a passar a sua mensagem.

7. Construa o design dos slides: agora passe para o design dos slides. Nesta fase terá que escolher as palavras ou frases que irão constar em cada um dos slides. Evite muitos bullet points ou frases muito longas, mantenha no slide apenas o texto que servirá de guia para o discurso. Opte também por imagens grandes e impactantes.

Ensaio

8. Treine: chegou o momento de treinar. O nervosismo em apresentações vem muitas vezes da falta de preparação do apresentador, por isso dedique uma boa parte do seu tempo a treinar para a apresentação.

9. Linguagem não-verbal: atente-se a sua linguagem não-verbal, como tom de voz, pois esta tem um grande impacto na eficácia ou não da sua apresentação.

10. Ultrapasse o medo de falar em público: por fim, mesmo tendo todo o trabalho bem feito há pessoas que não conseguem ultrapassar o seu medo de falar em púbico. Respire e fale em voz alta que vai dar tudo certo.

Fonte: Blog Midia 8

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A construção da usina de Jirau sairá do nosso bolso.

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BNDES liberou verba para a construção da usina em Rondônia; nosso dinheiro para inicialização privada.

Muito desse dinheiro não é contestado pelo fato de ser uma tarefa conjunto entre setor público com privado em “favor” do desenvolvimento do país. Mas sim é que, mais uma vez, o dinheiro público será colocado com um certo risco à interesses privados.

Ontem, o BNDES anunciou que vai destinar R$ 7,2 bilhões para a construção da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. Isso representa 68,5% do total do custo da obra.

É tudo que empresas privadas sempre sonharam. Ganham suas licitações para a construção e tudo mais, e ainda recebem dinheiro “barato” do governo como sendo acima da metade do custo total.  É praticamente sem risco.

Se o investimento não der certo, começa uma interminável renegociação com o BNDES, até que a dívida seja empurrada para o contribuinte. Isso quando as próprias estatais não assumem os riscos sozinhas.

Assim é o capitalismo brasileiro: já vai de mãos dadas com o setor público e com o dinheiro público desde o início. Risco ninguém quer, que neste caso das usinas no Rio Madeira, só existe mesmo para o meio-ambiente.

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PACHECO,R.O.

O caso Equador

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Os dois lados lamentam o caso, porém ninguém quer ser o culpado.

A questão diplomática entre os dois países está começando a ecomodar. Temos mais com o que se preocupar. A recusa de pagar uma dívida que o próprio Rafael Correa diz ser questão financeira e não diplomática, faz do caso uma tempestade sem cabimento.

Os dois presidentes, Correa e Lula, dizem estar sentidos pelo caso porém nenhum dos dois lados entram em um acordo. Correa já avisou que não recuará no processo iniciado em um tribunal de Paris para deixar de pagar a dívida equatoriana com o BNDES, banco brasileiro. A imagem “patriota” que Correa passa é símbolo do político que busca através da intervenção estrangeira mais espaço dentro do país. Ele quer fazer do Brasil, ou da empreteira Odebrecht, os vilões de uma causa sem motivos. Ou pelo menos não ao ponto que chegou.

A ofensiva contra a Odebrecht deu-se apenas 5 dias antes de um referendo para um novo projeto de Constituição. Um ponto desta reforma é a possibilidade de que o presidente Correa permaneça por mais oito anos no poder. Ao atacar a empresa, Correa buscou aumentar sua popularidade com os eleitores, mostrando que colocava os interesses nacionais acima dos contratos com empresas estrangeiras.

No lado brasileiro, O Itamaraty ordenou o embaixador no Equador a retornar para o Brasil. A diplomacia tem várias formas de mostrar desagrado. E uma delas, muito significativa, é convocar de volta ao país o embaixador, o que fez o Itamaraty.

Esperamos que ambos os lados se resolvam e que acabem da maneira mais inteligente possível. Afinal de contas, dinheiro do BNDES é dinheiro público brasileiro.

PACHECO, R.O.