Infográfico sobre o mês que mudou (e está mudando) os rumos do Brasil

Padrão

Um grande movimento se instalou e o que parecia mais uma manifestação estudantil na luta pelo transporte público gratuito e de qualidade, se transformou naquilo que pode mudar os rumos da política brasileira daqui para frente. Depois de mais de 2 milhões de brasileiros indo as ruas dos principais centros urbanos do país, o resultado não poderia ter sido melhor – aliás, poderia, mas o avanço já foi muito bem percebido. Seja através de uma discussão sobre uma reforma política mais do que necessária ou até mesmo as recuadas dos governos em aumentar o passe do ônibus, muito das ações utilizadas pelo poder público tiveram uma fomentação da força popular que estampo os principais meios de comunicação do mundo.

Inclusive na internet.  O infográfico abaixo mostra exatamente o resultado destas manifestações do seu cerne principal, a internet.

Anúncios

Internautas engajados buscam opções às redes do establishment

Padrão

O movimento Ocupe Wall Street tem um mês, mas demorou para ser incorporado à cobertura regular nos EUA –não o foi, de todo. Um de seus líderes diz que ele é “inteiramente ignorado pela mídia”.

Quando não, os relatos se concentram, por exemplo, na sujeira que fazem na praça Liberty, em Nova York.

Shannon Stapleton/Reuters
Manifestante do movimento "Occupy Wall Street" (Ocupe Wall Street) no parque Zuccotti, em Nova York
Manifestante do movimento “Occupy Wall Street” (Ocupe Wall Street) no parque Zuccotti, em Nova York

A saída de início foram sites alternativos como o engajado Adbusters e o próprio OccupyWallStreet. Ou, ainda, o jornal de mobilização “The Occupied Wall Street Journal”, em papel mesmo.

Mundo afora, como nas dezenas de manifestações do fim de semana, São Paulo e Rio inclusive, outra saída foram redes sociais, Facebook e Twitter principalmente, mas também Meetup, Foursquare, yFrog, Bambuser.

Foi assim que declarações de Julian Assange, do WikiLeaks, correram o mundo, a partir do ato em Londres.

Mas, como Assange aprendeu antes nos vazamentos do Departamento de Estado, as redes hoje integradas ao establishment não são a plataforma mais confiável quando se trata de política –ou do mercado financeiro.

Por exemplo, nada de #occupywallstreet nos “trending topics” do Twitter, mesmo com episódios como a repressão policial na ponte Brooklyn, há duas semanas.

Jonathan Albright, pesquisador da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, levantou estatísticas independentes, do Trendistic, que mostravam o assunto à frente de outros, mas, ao contrário deles, sem eco na versão oficial de audiência.

“No mundo on-line, é fácil iniciar um movimento”, diz Albright, “mas é mais difícil interpretá-lo. Não é só o Twitter, é toda a mídia social ‘transparente’. Movimentos futuros que possam ser controversos estarão mais bem servidos erguendo aplicativos de mídia social próprios”.

O Twitter chegou a se explicar, mas o Ocupe Wall Street já trata de buscar organicamente outros caminhos.

E espalhou on-line e em panfletos que a rede social a usar é o Vibe, alternativa recente ao Twitter, com aplicativos para iPad e Android. Porém, “livre e anônima”.

FOLHA

Novos sites ajudam internauta a se engajar em questões políticas

Padrão

As redes sociais já ajudaram a incitar revoltas na Primavera Árabe e são peça fundamental do movimento “Ocupe Wall Street”, que promove atos no mundo todo contra a crise financeira.

Mas têm funcionado também para mobilizações menores, em torno de questões mais pontuais: construir uma ciclovia, por exemplo.

Há dois anos, o estudante Luiz Ballas, 16, que participa de bicicletadas, usou o site Cidade Democrática para propor a construção de ciclovias em Jundiaí (SP), onde mora.

O deputado estadual Pedro Bigardi (PC do B) encampou a proposta e conseguiu aprovar emenda para financiá-la.

Alexandre Rezende/Folhapress
Luiz Ballas, 16, propôs uma ciclovia em Jundiaí pelo site Cidade Democrática; a proposta deu resultado
Luiz Ballas, 16, propôs uma ciclovia em Jundiaí pelo site Cidade Democrática; a proposta deu resultado

Questões do tipo são o filão do Cidade Democrática, site criado em 2009 em que usuários criam e apoiam propostas. As ideias são divididas por municípios, e Jundiaí é a cidade mais ativa.

Duas ferramentas na mesma linha, que apostam no engajamento em questões políticas e sociais, foram criadas no Brasil recentemente.

O MyFunCity, aplicativo para Facebook, iPhone, iPad e iPod touch lançado neste mês, permite que o usuário faça check-in em locais de sua cidade e avalie aspectos como quantidade de árvores, acessibilidade para deficientes, policiamento e limpeza.

Na interface, é possível enxergar um mapa cheio de carinhas representando avaliações feitas por usuários. Por enquanto, em São Paulo e no Rio, a tristeza predomina.

Alexandre Sayad, diretor-geral do MyFunCity, diz que o propósito da ferramenta não é ser “um reclamódromo simples e superficial”. “Ela gera a possibilidade de levantar também as boas práticas.”

O MyFunCity quer atingir o exterior: sua versão em inglês foi lançada ontem.

Editoria de Arte/Folhapress

QUESTÕES POLÍTICAS

O PoliticNote, lançado em julho deste ano, tem interface parecida com a de redes sociais convencionais, mas é voltado especificamente para questões políticas.

É possível participar da página de um partido, referendar causas e entrar em contato com políticos cadastrados, como a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP).

Um site com proposta mais simples, também voltado à participação política, é o Votenaweb, em que usuários votam em sim ou não (sem poder decisório) sobre projetos do Congresso Nacional.

FACEBOOK

Na quarta passada, milhares de pessoas protestaram contra a corrupção em capitais brasileiras.

Os protestos foram organizados no Facebook e integram o Movimento Contra a Corrupção, que começou com um evento criado na rede pelas irmãs Daniella e Lucianna Kalil. Giderclay Zeballos, organizador do MCC, diz que “a princípio elas nem tinham previsão de que o [primeiro] evento se tornaria real”.

Zeballos, que é analista de sistema e não tinha envolvimento direto com política, criou um site para o MCC. Ele diz que só aceitou entrar porque “era um movimento apartidário, sem entidade por trás”.

FOLHA

#Twitter terá propaganda política paga nas #eleições – #EUA e #internet.

Padrão

Tweets pagos de candidatos serão incorporados automaticamente nos perfis a partir das eleições de 2012, disse a empresa em entrevista ao site Politico.com

Uma espécie de horário político obrigatório na internet, automaticamente dentro do seu perfil pessoal. A incorporação de tweets pagos de candidatos políticos é a próxima novidade do Twitter, informou a companhia numa entrevista exclusiva ao site americano Politico.com nesta quarta-feira.

O microblog anunciou a mudança como parte da preparação para as eleições presidenciais norte-americanas de 2012. Com as campanhas cada vez mais virtuais – e sociais – a mudança é uma jogada lucrativa para o Twitter, e acompanha a tendência de marqueiteiros e partidos investirem nas redes. O primeiro anunciante confirmado é o candidato republicano Mitt Romney, opositor de Barack Obama

A empresa promete ainda fazer pequenas modificações no design dos pedidos por votos, para que eles não sejam confundidos com tweets normais ou com os Promoted Tweets, mensagens publicitárias automáticas de empresas. Uma janela pop-up com o nome do anunciante aparecerá quando o usuário passar o curso pela mensagem paga.

O investimento nas eleições não pára por aí – políticos também poderão entrar nos programas ‘Promoted Account’ (Conta promovida), ganhando preferência no sistema de indicação de perfis, e em ‘Promoted Trends’ (Tendência promovida), aparecendo no topo da lista de tendências. Enquanto nos aproximamos a cada dia das eleições internacionais e nacionais, certamente o microblog terá um papel essencial na arena política.

PACHECO,R.O.

fonte: Exame

#9/11 – WTC, escola e Pernalonga. 10 anos dos ataques.

Padrão

Nossa, há exatos dez anos eu estava na escola. Que saudade. Aquele ambiente de felicidade, alegria, gurizada tomando seus chocoleites e correndo para não se atrasar para aula. Época em que se alguém aparecesse de celular na sala de aula, já poderia cercar esse indíviduo com uma daquelas fitas que isola situações, tipo cena de crime, e começar a cobrar entrada para ver aquela nova e diferente bizarrice. Não que fosse muito estranho, mas não era fácil ou tão normal quanto hoje, ter um celular. Ainda mais numa sala de aula com média de idade de 13 anos.

Enfim. Foi exatamente há dez anos, num desses cenários de crianças, bizarrices, matemática, estudos sociais e essas coisas, que eu pude acompanhar, através da escola mesmo, a televsião que transmitia ao vivo o ataque as torres gêmeas, World Trade Center, em Nova Yorque.

Só para ter uma ideia, a escola toda estava comentando que prédios estavam sendo atacados por aviões e que o Brasil poderia correr riscos se não cuidasse de seus aeroportos. Tão ingênuos ao imaginar que esse país poderia provocar alguma coisa para o restante do mundo era eu ao chegar em casa, feliz pelo fim da aula, ligar a televisão e seco por diversão, notar que AINDA estavam comentando sobre os ataques. Se liga, eu estava querendo assistir meus desenhos animados como sempre fazia e meu almoço já estava no prato. Porque tinham que atrapalhar minha rotina desse jeito? Mas da mesma forma que a animação do Pernalonga me fazia grudar na frente da tevê todos os dias, aquelas imagens de destruição me chamaram a atenção.

O dia 11 de setembro entrou para o calendário mundial em 2001, quando uma série de atentados terroristas em solo americano mataram quase 3 mil pessoas.  As cenas mais impactantes desta  tragédia foram vistas por  milhões de pessoas, ao vivo, pela televisão. Vale lembrar o que aconteceu naquele dia e como este episódio mudou o curso da história americana e mundial.

Avião da United Airlines bate contra a torre sul do "World Trade Center" às 09:03. A colisão dos dois aviões sequestrados pelos terroristas, e o subsequente colapso da torres mataram mais de 2.800 pessoas. Nova York, 11 de Setembro de 2001.

Pessoas caem do "World Trade Center" ao pular de um andar em chamas, depois da colisão dos dois aviões com as torres norte e sul. Nova York, 11 de Setembro de 2001.

Um bombeiro de Nova York chama trabalhadores de resgate para entrar nos escombros do "World Trade Center". Nova York, 14 de Setembro de 2001.

Redemoinhos de fumaça em Manhattan, momentos após a queda da torre do "World Trade Center". Nova York, 11 de Setembro de 2001.

Fumaça sai das Torres Gêmeas do "World Trade Center" após a colisão dos dois aviões sequestrados por terroristas. Nova York, 11 de Setembro de 2001.

Definitivamente, esse acontecimento ficará para a história dos EUA e da humanidade também. Há várias teorias sobre o que de fato aconteceu, os verdadeiros culpados e aquela coisa toda, mas é inegável a ousadia desses atos e o poder de fogo que muitos grupos isolados têm em mãos e que são capazes de provocar tanta distruição. Parece que a cada dia ninguém se sente mais seguro. Ataques assim já aconteceram em outros países também e muitos lugares estão sujeitos a receber a alguma ofensiva terrorista.

Bombeiros durante a operação de resgate às vítimas do atentado de 11 de setembro. Nova York, 11 de setembro de 2001.

Esse 11 de Setembro de 2011 marca os dez anos dessa grande tragédia. Seja qual for os motivos e os reais idealizadores desse acontecimento, o respeito pelas perdas das famílias – desde os que estavam naquelas torres até voluntários, bombeiros e soldados mortos na guerra do Iraque – deverá ser mantido.

Um homem cai do "World Trade Center" depois que dois aviões colidiram com as Torres Gêmeas em um ataque terrorista. Nova York, 11 de Setembro, de 2001.

 Ainda em obras, novo ‘World Trade Center’ terá memorial para vítimas. Memorial e Museu 11 de Setembro será aberto nos 10 anos da tragédia.
Mais alta que Torres Gêmeas, Freedom Tower será inaugurada em 2013.

Novo World Trade Center (centro) é visto em meio aos prédios de Manhattan. Nova York, 6 de agosto de 2011.

PACHECO,R.O.