Planejamento e Mídias Sociais – por @mrebelo71

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oia-noticia-V61VJQ-2850-mAs redes sociais entraram definitivamente no cotidiano empresarial e nesse ambiente volátil e competitivo são infinitas as oportunidades mercadológicas. Assim, a ansiedade e a pressão têm levado muitas empresas a se aventurarem nesse meio de maneira atabalhoada e o ‘Planejamento’ – conceito fundamental para o sucesso de qualquer empreitada – acaba em segundo plano.

A facilidade com que é possível conectar-se ao meio digital traz embutida a falsa impressão de que basta criar uma conta, numa rede ou mídia social qualquer, que o sucesso acontece por geração espontânea. A verdade é que na grande maioria das vezes, a adesão por impulso, modismo ou curiosidade traz uma variedade de problemas capazes de causar danos irreversíveis à imagem e de quebrar qualquer empreendimento.

Outro agravante é que muitos descobriram nas mídias sociais lucrativas minas de ouro e estão faturando horrores vendendo picaretas quebradas para muitos incautos. Impressiona como algo tão novo possa ter no mercado tantos ‘analistas de mídias sociais’ com fórmulas prontas de sucesso na ponta da língua. Não podemos deixar de incluir nesse rol da picaretagem os incontáveis ‘gurus’ que garantem ter em mãos a versão digital da ‘Pedra de Rosetta’ com a tradução para o sucesso de qualquer empreendimento no plano virtual.

Assim conceitos acadêmicos sérios e de eficácia amplamente comprovada como plano, pesquisa, análise e planejamento acabam cedendo lugar a modismos e esquisitices. Com tantos vendedores de ilusão são poucas as empresas que conseguem passar das expectativas para os resultados concretos nas mídias sociais. Os especialistas afirmam em coro que não existe fórmula mágica para ser bem sucedido no meio virtual. Segundo eles, a linha a separar o sucesso do fracasso é muito tênue e ela atende pelo nome de planejamento.

Conceituar planejamento não é algo fácil, pois são várias as definições que podem ser aplicadas a quase todas as áreas. Simpatizo-me por uma dada há mais de 30 anos pelo professor Russell Ackoff, como o primeiro passo antes de agir, ou seja, é a tomada antecipada de decisões. Essa antecipação implica em entender o planejamento como algo dinâmico, em corrente mudança, que se realiza por meio de estudos, pesquisas, construção de diagnósticos e, principalmente, questionamentos. Esses de suma importância para avaliar se determinado projeto é ou não viável.

Já a professora Leila Said Tótaro vai além ao defender que planejamento não é mais o primeiro passo de uma idéia. Planejar é pensar muito além da concepção. Dentre tantas questões levantadas para iniciar algo, o planejamento deixa de ser apenas uma etapa, ou fase, para ser um esforço contínuo, devendo ter a elasticidade de todo o negócio, desde as primeiras formações conceituais até as questões do ciclo de vida.

Leila acredita que neste mundo ‘ultramultimidiático’, desenvolver mensagens completas e relevantes tem se tornado um exercício muito raro de se realizar. Ainda mais quando se inicia uma nova estrada em um terreno novo, chamado ‘digimundo’, que exige dos profissionais de marketing um repensar consistente e uma nova postura diante do *NOVO (grifos dela). Nessa seara planejar é imprescindível.

Ela reconhece que o meio virtual é um terreno novo e ardiloso, assim em se tratando do digimundo, o planejamento precisa *SER a principal plataforma de trabalho, assegurando uma gestão de conhecimento que leve sentido às ações nestas mídias. Segundo a professora, ações credenciadas para o sucesso no mundo real não têm sequer o mesmo significado nas redes sociais e mídias digitais. Tudo deve ser repensado. Caso não haja aderência entre o ‘que se quer’, o ‘que se faz’ e o ‘que o mercado quer que seja feito’, continuaremos a presenciar inúmeras construções digitais sem nenhum sentido ou pior sem nenhum valor estratégico. Sem planejamento e sem o entendimento do que é, realmente, *COMUNICAÇÃO DIGITAL, não há ação consistente. O planejamento permite a empresa aproximar-se de seu mercado e entendê-lo com propriedade.

Acredito que o grande problema em relação ao planejamento dá-se pelo fato de muitos enxergarem-no como um adereço de luxo, e em muitos casos, como custo ou despesa e não o que ele é na verdade: investimento. Quem já prestou consultoria com seriedade sabe disso. Tal pensamento é compartilhado pela professora Leila. Ela crê que muitas organizações não chegam ao objetivo em suas ações digitais por não entenderem que planejamento é investimento de toda a ação, e não apenas uma fase que possa ser descartada. Planejar deve estar no DNA de qualquer empresa, pois, hoje em dia, existe um cenário mutante, diferente e que não segue a lógica que dominou nosso mundo por tanto tempo.

Nessa ânsia de economizar, os resultados acabam decepcionando, pois muitas organizações delegam a atividade de propor e gerenciar sua presença nas redes para colaboradores que, sequer têm conhecimentos suficientes sobre o mercado em que atuam ou, mesmo, do perfil do consumidor-internauta. E este é um dos grandes hiatos encontrados hoje em muitas empresas, o improviso generalizado das ações digitais por falta de planejamento.

E para que uma empresa obtenha sucesso no ‘digimundo’, Leila atenta para cinco pontos relevantes na hora de planejar as ações digitais: conhecer o mercado e tudo que se relaciona ao seu movimento – share, tendências, time; conhecer o perfil do consumidor-internauta – que é muito diferente do consumidor tradicional; buscar aderência entre o discurso/conceito e a ação digital; entender que o espaço digital, com toda a tecnologia que o permeia, *EXIGE linguagem diferenciada e por fim reinventar-se sempre.

Acredito que não existe fórmula pronta e o sucesso e o fracasso nas redes sociais vão depender de um planejamento eficiente. Trata-se do caminho mais dispendioso e certamente o mais árduo, mas tudo indica ser o único para alcançar a eficiência de qualquer ação no mundo digital.

Texto colaborativo do meu colega Marcelo Rebelo

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Quando as redes sociais não servem para nada – por @midia8

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Um puta texto que eu li do senhor Cleyton Carlos Torres – lá do Blog Mídia8. Vale a pena conferir, folks =D

Observação: se você é daqueles que acham que as redes sociais estão acima de todas as outras coisas, um conselho: volte para o Facebook e não perca tempo lendo esse texto.

Tô sentindo falta de debates mais pesados, reflexivos, polêmicos ou até mesmo daquelas conversas filosóficas de bar. Boteco é coisa sagrada. É quando amigos se reúnem e conversam de um jeito mais informal sobre assuntos variados, que passam da vitória do Barcelona até como a internet está impactando – para melhor – a vida dos brasileiros.

Mas não falo de boteco. Sinto falta de debates nas redes sociais. É fácil encontrar ótimas questões vindas de cima para baixo, quando excelentes profissionais nos colocam diante de reflexões ímpares sobre o digital, principalmente no Brasil. Porém a questão é mais pra baixo. Cadê o debate construtivo entre os usuários?
Alguns bons sites, blogs, fóruns e grupos no Facebook procuram resgatar um lado mais reflexivo e menos mimimi sobre redes sociais, internet, web semântica, marketing digital ou inclusão digital. É bacana, mas é muito pouco. A questão é ser intelectual de boteco, onde todos, mesmo com opiniões totalmente contrárias, colocam na mesa pontos importantes e discutem, mesmo que de forma fervorosa, sobre eles, mas jamais sem perder a compostura.
Nas redes sociais há uma onda de que é permitido agredir desde que a maioria concorde. A garota ofendeu os nordestinos, mas no lugar de construírem um debate sobre o tema, a maioria optou por agredi-la de maneira tão deplorável quanto. A mulher matou um cachorrinho de estimação, mas em vez de ser erguido o debate sobre como deve ser a relação com quem agride animais, a maioria optou por ameaçá-la.
Todos os usuários fizeram isso? Óbvio que não. Tem gente que teve coragem e bateu de frente com esses movimentos, criticando-os, inclusive, pelo comodismo, já que a moda é debater um assunto conforme a quantidade de likes e compartilhamentos que uma imagem recebe. Já dizia a velha cabeça iluminada: “para que o perverso triunfe, basta que as pessoas de bem não façam nada”.
Redes sociais devem conter entretenimento, diversão, humor e, acima de tudo, diálogo. Ofender alguém que ofendeu alguém é como justificar violência com violência. É deplorável. É patético quando vemos determinados grupos da sociedade – mais preocupados com a temperatura do Danoninho do que com assuntos realmente importantes – procrastinando nas redes sociais. Não falo de revolução armada nem passeata. Falo de conversa, bate-papo, diálogo, cutucadas construtivas, contato humano.
Na boa? O Orkut é tratado pela turma do Danoninho como um ambiente de segunda classe, inferior. Porém lá era possível criar ambientes de discussão sem sermos atropelados pelos revolucionários de iPad, loucos para criticar a classe C.
Hoje conheci um senhor de 82 anos que vendia peças talhadas em madeira reciclada. Ele não sabe o que é iPad, Twitter, smartphone e muito menos ouviu falar em Mark Zuckerberg. Ele está errado? Não, nós é que estamos nos tornando chatos. Só sabemos conversar sobre um assunto, em linha reta, como uma locomotiva, com dados e cifras colossais sobre as últimas tendências do mercado digital.
Desliguem o tablet, folks. Deliguem seus respectivos smartphones e notebooks. Parem de falar em redes sociais e façam redes sociais. Façam um favor para a geração Y: deliguem a internet. Saiam de casa. Conversem com amigos, conheçam quem trabalha de maneira off-line, no mundo off-line e para pessoas do off-line. Mídia social não é profissão, é ferramenta. Não deixem que elas sufoquem seus pensamentos e anseios, chegando ao ponto de não terem o prazer de conhecer um senhor de 82 anos que vende peças talhadas em madeira reciclada.
Nada substitui o olho no olho. Qual foi a última vez que você sentou com sua família para uma conversa descontraída? Qual foi a última vez que encheu a cara e ligou para a ex-namorada? Quando foi que você sentou com um professor, um amigo ou mesmo com o seu avô para debater velhas questões que insistem em permanecer nesse mundo altamente conectado? Não faça parte da turma do Danoninho. A originalidade constrói personalidade. E de avatares e sentimentos artificias nossas vidas já estão cheias. Nesse começo de ano peçam de presente um pouco de consciência e rebeldia. O resto é consequência.

Entenda a SOPA. Ela poderá bloquear o seu Facebook [Infográfico]

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Há vários dias o futuro da Internet é o tema de inúmeras notas, graças à Lei “Stop Online Piracy Act” (Parar a pirataria online), ou SOPA, que está sendo discutida em comissões do Congresso dos Estados Unidos. Vários gigantes da Internet já manifestaram preocupação ao tomar conhecimento do ato que poderia dar poder a grandes corporações para controlar os conteúdos que são compartilhados e baixados na Internet, entre outras coisas.

SOPA -

Facebook, Twitter e Tumblr já tomaram medidas para expressar o seu descontentamento com a iniciativa, mas para os meros usuários, o que é a SOPA?

  • A lei permite que o governo dos EUA bloqueie certas páginas para que os usuários do país não possam vê-la.
  • Os EUA utilizará um bloqueio por DNS, o mesmo utilizado no Irã, China e Síria. Observando que a lei dos EUA serve como precedente no direito internacional, outras legislações começarão a imitá-la.
  • Como podemos garantir que nosso site não será bloqueado? Com apenas a publicação de alguns links que quebram o código estabelecido pela lei, poderemos ser bloqueados. O projeto não contempla que os usuários possam ter publicado tais links, porque eles assumem que o proprietário do site não fez o suficiente para impedí-lo.
  • Sites que têm maior risco de serem bloqueados são redes sociais como Facebook, Twitter, MySpace e Vimeo, entre outros. Além disso, devido aos bloqueios o tráfego reduzirá consideravelmente, o que, consequentemente, acarretará em menos inovação no setor, dada a falta de resultados projetados.
  • Como isso afeta o usuário comum? Os sites visitados diariamente poderiam ser bloqueados, os provedores de e-mail como Yahoo, Gmail ou Hotmail, eles poderiam ser forçados a censurar alguns dos links que enviam e recebem e links para compartilhar em redes sociais serão monitorados e eliminados se necessário.
  • A SOPA também afeta todas as iniciativas existentes para combater a censura na Internet. Bloqueará DNS alternativos, e também as conhecidas ferramentas que têm sido usadas ​​por ativistas na China e no Irã.
  • Finalmente, a American Censorship informa que tudo isso pode se tornar realidade se não fizermos nada para detê-lo. Os projetos SOPA e PROTECT-IP contam com um apoio muito grande no Congresso, por exemplo, da RIAA.

 

Fonte

O mundo das mídias sociais 2011 – [Infográfico] por @netpartner

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Retrospectiva Google 2011 [vídeo]

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Quais foram os principais termos? O que tu mais pesquisou no gigantes das buscas online durante 2011? A dimensão da capacidade de exploração de conteúdo que o Google nos fornece já é conhecida nos quatro cantos do mundo. E nisso, foi condicionado um vídeo que aglutina os principais acontecimento do Google em 2011. Muito legal!

O ranking global de palavras mais pesquisadas é:

1. rebecca black

2. google plus

3. ryan dunn

4. casey anthony

5. battlefield 3

6. iphone 5

7. adele

8. 東京 電力(TEPCO – Usina I de Fukushima)

9. steve jobs

10. ipad 2

 

Reparem no iPhone 5 – nem foi lançado!!

A lista abaixo é do top 10 brasileiro:


1. facebook

2. bbb11

3. ddtank

4. rebelde

5. insensato coração

6. concursos 2011

7. tumblr

8. brasileirão 2011

9. enem 2011

10. cordel encantado

Não me espanta a quantidade de novelas que aparecem na lista, mas fiquei meio surpreso com o segundo lugar do BBB 11. O programa acabou em março ainda sim teve força para ser o segundo assunto mais pesquisado do ano inteiro no Brasil.

O Zeitgeist do Google tem um site próprio, com gráficos muito bem feitos. Lá você pode checar outras listas (compras, lugares, pessoas) do Brasil e de outros países.

Na lista de “instruções mais pesquisadas” do Brasil, as duas primeiras colocações são “fazer facebook” e “excluir facebook”.