A construção civil e suas perspectivas em relação à sustentabilidade

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por Juliana Antunes.

Quando a gente fala de sustentabilidade na construção civil, é preciso contextualizá-la a partir de algumas perspectivas. Uma delas é a social. No Brasil, o setor é o termômetro do desenvolvimento do país e gera, atualmente, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mais de 2,6 milhões de empregos diretos. Na perspectiva econômica, sua cadeia produtiva é responsável por cerca de 15% do nosso PIB.

Há, ainda, o contexto da administração, o de um modelo de sustentabilidade corporativa. Neste caso, a gestão se dá da mesma forma que qualquer empresa de outro setor. Estamos falando de processos estruturados de forma sustentável. Marketing, finanças, recursos humanos, comunicação, TI etc. O desafio aqui é o de mobilizar e engajar funcionários a aplicarem o conceito de sustentabilidade em suas atividades diárias.

E por fim há o contexto do produto final, que para a construção civil é de suma importância, pois seu impacto no meio ambiente é muito grande. Para se ter noção do que essa indústria representa, segundo a Civil Engineering Research Foundation (CERF), atualmente, o setor é responsável pelo consumo de cerca de 50% dos recursos naturais do planeta, a maioria recursos não renováveis.

É claro que muito há de ser feito num setor que gera mais de 10% das emissões de gases do efeito estufa e consome 2/3 da madeira natural extraída.

É claro que falando especificamente do Brasil, a falta de investimento em políticas públicas orientadas para sustentabilidade dificulta o processo e impacta no custo de uma construção sustentável. Mas algumas iniciativas já despontam por aí.

De alguns anos para cá as certificações voltadas para a construção sustentável se tornaram cada vez mais frequentes. Mais do que um simples diferencial mercadológico, saber que um prédio possui um selo LEED, HQE ou AQUA é a garantia de eficiência energética, de uso racional da água, de qualidade ambiental interna e no entorno etc. É também a garantia que, devido a essa eficiência, mesmo que haja um custo maior no preço da construção, ele se paga com o tempo.

Acontece que mesmo sabendo que futuramente o custo da sustentabilidade de uma obra é anulado, o preço final ainda é determinante na opção ou não pelo modelo. Sejamos realistas. No Brasil, com o mercado da construção civil mais aquecido do que nunca e o programa Minha Casa, Minha Vida levando moradia a populações de baixa renda, a sustentabilidade pode, sim, inviabilizar um negócio. E então, o que pode ser feito?

Mais do que produto, processo ou gestão, sustentabilidade é mudança de valores e de postura; tem a ver com pessoas.

Desperdício e geração de resíduos impactam não somente o custo de uma obra, mas também o meio ambiente. Neste caso, a solução está em educar os profissionais da área a trabalharem não somente o conceito de reciclagem, mas também o de reutilização e reaproveitamento do material utilizado. É simples, é básico e é sustentável.

Fonte: Um Olhar sustentável sobre o mundo empresarial.

Ver em Max Mohr Filho e Cia. Ltda, empresa no qual faço parte do financeiro, como a preocupação com o meio ambiente é essencial na otimização dos recursos da produção da argamassa pronta para uso. – Sistema Mormix

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