Entenda a SOPA. Ela poderá bloquear o seu Facebook [Infográfico]

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Há vários dias o futuro da Internet é o tema de inúmeras notas, graças à Lei “Stop Online Piracy Act” (Parar a pirataria online), ou SOPA, que está sendo discutida em comissões do Congresso dos Estados Unidos. Vários gigantes da Internet já manifestaram preocupação ao tomar conhecimento do ato que poderia dar poder a grandes corporações para controlar os conteúdos que são compartilhados e baixados na Internet, entre outras coisas.

SOPA -

Facebook, Twitter e Tumblr já tomaram medidas para expressar o seu descontentamento com a iniciativa, mas para os meros usuários, o que é a SOPA?

  • A lei permite que o governo dos EUA bloqueie certas páginas para que os usuários do país não possam vê-la.
  • Os EUA utilizará um bloqueio por DNS, o mesmo utilizado no Irã, China e Síria. Observando que a lei dos EUA serve como precedente no direito internacional, outras legislações começarão a imitá-la.
  • Como podemos garantir que nosso site não será bloqueado? Com apenas a publicação de alguns links que quebram o código estabelecido pela lei, poderemos ser bloqueados. O projeto não contempla que os usuários possam ter publicado tais links, porque eles assumem que o proprietário do site não fez o suficiente para impedí-lo.
  • Sites que têm maior risco de serem bloqueados são redes sociais como Facebook, Twitter, MySpace e Vimeo, entre outros. Além disso, devido aos bloqueios o tráfego reduzirá consideravelmente, o que, consequentemente, acarretará em menos inovação no setor, dada a falta de resultados projetados.
  • Como isso afeta o usuário comum? Os sites visitados diariamente poderiam ser bloqueados, os provedores de e-mail como Yahoo, Gmail ou Hotmail, eles poderiam ser forçados a censurar alguns dos links que enviam e recebem e links para compartilhar em redes sociais serão monitorados e eliminados se necessário.
  • A SOPA também afeta todas as iniciativas existentes para combater a censura na Internet. Bloqueará DNS alternativos, e também as conhecidas ferramentas que têm sido usadas ​​por ativistas na China e no Irã.
  • Finalmente, a American Censorship informa que tudo isso pode se tornar realidade se não fizermos nada para detê-lo. Os projetos SOPA e PROTECT-IP contam com um apoio muito grande no Congresso, por exemplo, da RIAA.

 

Fonte

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Feliz 2012! – @_macau e @likes_cool deseja a você um Feliz Fim do Mundo em 2012.

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Iremos parar entre o dia 31/12 até o dia 01/01/2012. 

E antes de finalizar o ano, deixo aqui algumas dicas para escolher bem a sua cor para passar a virada. Não que isso seja algo realmente importante, mas é só para não fugir do protocolo. Feliz 2012!

 

Algumas pessoas acreditam na força que as cores transmitem. À espera de boas vibrações, muitos optam por determinados tons na hora da virada. O Jornal Periscópio traz a definição de cada cor, de acordo com a designer de moda e consultora de imagem pessoal Nicole D’Andrea Branco de Araújo.

Para aqueles que desejam um ano tranquilo o branco significa: paz, pureza, calma e serenidade. Já o amarelo pode dar um empurrão para quem precisa ajustar as finanças, pois ele simboliza alegria, vitalidade, otimismo e criatividade.

Segundo Nicole D’Andrea, “a cor verde transmite esperança, saúde e conforto; o azul significa lealdade, fidelidade e tranquilidade. Agora se a intenção é arrumar um amor, o vermelho simboliza a paixão, conquista e o dinamismo”.

O laranja simboliza o sucesso e o encorajamento, para aqueles que precisam realizar mudanças. A cor marrom traz responsabilidade e excelência; o violeta significa a sabedoria, inteligência, purificação e cura. O rosa, assim como o vermelho simboliza o romantismo e a feminilidade.

Ao contrário do que muitos pensam, a cor preta tem sim um significado para o Ano Novo. Ela é muito utilizada em países como a Espanha e simboliza o poder, a sofisticação e o luxo.

O prateado promete para o ano de 2012 a estabilidade financeira e o sucesso. O dourado traz autoridade, nobreza e a prosperidade. “Agora é só escolher a cor que combina com o seu desejo”, finaliza a designer.

 

Agora vamos colocar o juízo e as boas intenções na cabeça, aproveitar as festas e voltar inteiro para 2012. Afinal, o último ano da história da humanidade deverá ser aproveitado nem que seja para fazer as últimas coisas que você deseja.

FELIZ FIM DO MUNDO!

O poder relativo das mídias sociais – | Observatório da Imprensa | Observatório da Imprensa – Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito

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O poder relativo das mídias sociais – | Observatório da Imprensa | Observatório da Imprensa – Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito.

Governo 2.0 – via @iabbrasil

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Em 2011 a personalidade do ano escolhida para a capa da Revista Time é representada por um anônimo simbolizando todos os ativistas e manifestantes que tomaram as ruas e avenidas em todo o mundo, seja marchando contra ditadores nos países árabes ou ocupando praças contra os efeitos da crise financeira em Madri e Nova York. Mobilizados pelas redes sociais, com celulares e cartazes nas mãos, máscaras de história em quadrinhos e barracas de acampamento, materializaram a força e o poder de organização e exercício da democracia nunca antes visto.

Neste cenário os governos, empresas públicas e instituições, devem estar preparados para conviver com este novo cidadão, que utiliza com sabedoria e agilidade os novos instrumentos de participação, relacionamento e comunicação. E, como resultado de um processo, que caminha junto com a popularização das tecnologias de acesso à internet e mobilidade, a incorporação de novos canais de atendimento ao cidadão já vem acontecendo.

Transparência, prestação de contas, atendimento, consultas públicas, orientações, serviços, tudo isto pode ser incorporado na presença online do governo, inclusive nas redes sociais. O Brasil já é exemplo mundial no uso da tecnologia no processo eleitoral e tributário, na saúde, o governo fez bom uso das redes sociais em campanhas de esclarecimento contra epidemias como a Gripe Suína, minimizando o risco de boatos e informações errôneas circulando via internet.

No mundo, exemplos como a constituinte na Islândia que permitiu participações via Facebook e o monitoramento de dados feito pelo Google através do Flu Trends e Dengue Trends disponíveis para o público e autoridades servem de exemplos para um governo eletrônico 2.0. Para evitar abusos e temores com relação à privacidade, segurança e vigilância, a legislação existente deve se seguida com rigor e servir como proteção do cidadão.

Voltando à capa da Time, a figura de lenço no rosto pode parecer assustadora, mas é apenas um dos avatares que o novo cidadão, eleitor e consumidor, pode incorporar com rapidez e facilidade exercendo seus direitos e deveres quando e como quiser. Por ele, com ele e para ele o governo e as instituições devem atuar, seja no balcão de uma repartição pública, em um portal na internet ou em uma tela de celular.

IAB Brasil

O uso de pseudônimos: o caso #Salman Rushdie

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O escritor Salman Rushdie usou o Twitter para publicar uma série de posts exasperados. Segundo ele, o Facebook havia desativado sua conta, requerendo provas de identidade, e o transformou em Ahmed Rushdie, o nome utilizado pelo autor em seu passaporte. Porém, ele nunca usou seu primeiro nome, Ahmed; o mundo o conhece como Salman.

Salman questionou: será que o Facebook transformaria J. Edgar Hoover em John Hoover, ou Scott Fitzgerald em Francis Fitzgerald?

“Onde você está se escondendo, Mark?”, disse, fazendo menção ao executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg. “Volte aqui e devolva meu nome!”

O universo do Twitter abraçou a causa. Em duas horas, Rushdie declarou vitória: “O Facebook afrouxou! Eu sou Salman Rushdie novamente. Eu me sinto MUITO melhor. Uma crise de identidade na minha idade não é divertido”.

Os pontos discutidos por Rushdie são algumas das noções mais complexas da era digital: você é quem você diz ser on-line? Quem trabalha por isso –e o que ganha com isso?

Como a internet se transformou em um local para todos os tipos de transações, de comprar um tênis a derrubar ditadores, um debate vital vem crescendo sobre como as pessoas se representam e se revelam nos sites que visitam. Um lado vê um sistema em que cada um usará um tipo de passaporte digital com seu nome real e expedido por empresas como Facebook, para viajar pela internet. Outro lado acredita no direito de usar chapéus diferentes –e, às vezes, máscaras– para você poder consumir e expressar o que quiser, sem medo de repercussões off-line.

Zsolt Szigetvary/Efe
Salman Rushdie
O escritor Salman Rushdie, que teve seu nome modificado pelo Facebook

O argumento contra os pseudônimos mostra como a internet do futuro deverá ser organizada. Grandes empresas de internet, como Google, Facebook e Twitter, têm participação importante no debate –e, em alguns casos, filosofias completamente diferentes, que sinalizam suas próprias ambições.

O Facebook insiste no que chama de identidade autêntica, ou nomes reais. E isso tem se transformado em um passaporte em vários sentidos, permitindo que seus usuários entrem em mais de 7 milhões de outros sites e aplicativos com seu nome de usuário e senha do Facebook.

A rede social do Google, o Google+, que abriu suas portas para todos os usuários em setembro, também quer os nomes que seus usuários usam no mundo off-line, e chegou a banir algumas contas por isso.

Mas o Google indicou recentemente que deverá permitir o uso de apelidos. Vic Gundotra, executivo do Google responsável pela rede social, disse em uma conferência no último mês que quer criar uma “atmosfera” confortável mesmo para aqueles que usam nomes falsos. “É complicado fazer isso de forma correta”, disse.

Em contraste total, o Twitter segue a teoria do cada um por si, permitindo o uso de pseudônimos de pessoas desde apoiadores do WikiLeaks até a perfis falsos de famosos. Mas ele considera a representação enganosa como motivo para suspender usuários.

“O risco real para o mundo será se a tecnologia da informação criar um sistema de identificação para todos”, diz Joichi Ito, diretor do Media Lab, do instituto MIT. “Nos EUA, talvez isso não seja um problema. Mas se cada criança na Síria for identificada a cada vez que usar a internet, ela poderá correr risco de vida”.

O problema é que a internet é usada para razões diferentes por pessoas diferentes.

Pode ser vital para uma pessoa usar sua identidade real para encontrar um trabalho em sites como o LinkedIn, diz Ito, mas também pode ser arriscado usar seu nome real para expressar opiniões políticas na internet. Ito diz ficar preocupado com a possibilidade de serviços extremamente populares e ubíquos, como o Facebook e o Google, insistam em uso real de identidade, criando uma espécie de regra para o uso da internet.

As pessoas sempre usaram pseudônimos. Várias delas são mais conhecidas por seus nomes falsos; pense em Lady Gaga ou mark Twain. Outros que usam pseudônimos para se proteger: fontes anônimas e dissidentes. Há ainda aqueles que usam nomes falsos para perturbar outras pessoas ou enviar spams.

A política de nomes reais pode representar problemas na vida real. Wael Ghonim, famoso blogueiro egípcio, usou um nome falso para criar uma popular página contra o ditador Mubarak. Isso fez com que o Facebook desligasse brevemente a página em árabe no meio da revolta popular no país, até que uma mulher americana concordasse em administrá-la usando seu nome real.

Sobre o caso da conta de Rushdie, a empresa não explica o que aconteceu, mas admite que houve um engano. “Nós pedimos desculpas pelo inconveniente que causamos a ele”, disse o Facebook.

Rushdie, que já viveu de forma anônima por causa de ameaças de morte, tem ultimamente se revelado no Twitter. E por meio dele, ele lutou por seu nome on-line. Um impostor usava uma conta falsa do escritor no Twitter, e Rushdie pediu para a empresa removê-lo. Agora, sua página tem o símbolo azul de “Conta Verificada”, com direito a frase de Popeye: “eu sou o que sou e é tudo isso que sou”.

fonte: Folha.com