Eu não quero o Marco Civil tão cedo no meu país

Padrão

Dia 26 de Março de 2014, o dia que marcou a história contemporânea brasileira: o Marco Civil, iniciativa que julga regulamentar a internet no Brasil foi aprovada na Câmara dos Deputados e segue seu caminho ao Senado. De lá, sua última etapa é a sanção presidencial. Internet, liberdade, conteúdo, Facebook, #selfie, Whatsapp e retweets, coisas que estão diretamente ligadas a você, não é mesmo?  Pois é, tudo isso estará sob custódia de um poder supremo, caso aprovado, capaz de apontar limites para uma liberdade que, até então, estava intocada.

Para quem nunca imaginou que a internet poderia ser regularizada depois de tanta facilidade que ela já no provou ser possível, fiquem sabendo que esse dia chegou. E começou ontem, com 17 votos a favor e único contra, do PPS (Partido Popular Socialista). O Governo brasileiro caminha, a passos firmes e diretos, para uma ‘democratização’ da rede a favor da população e contra as massas capitalistas deste país – será?

O comentário (e o vídeo) do Deputado Bolsonaro, um dos parlamentares contra ao Marco Civil, é o que mais corre pela internet. Ele, assim como outros Deputados, não querem a aprovação desta regulamentação e ainda afirma: “prefiro o Obama lendo meus e-mails do que a máfia do PT”.

Jair Bolsonaro (PP-RJ)
“A proposta do PT com o Marco Civil é ter nas mãos, via internet, a vida de quem bem entender. Prefiro que o Obama [Barack Obama, presidente dos Estados Unidos] leia os meus e-mails do que o PT.”

A internet é o exemplo perfeito de que nem tudo que é público é necessariamente estatal ou “gratuito” — afinal, qualquer um pode acessá-la, com custos relativamente baixos.  E os custos só não são ainda mais baixos devido ao oligopólio das grandes empresas de telecomunicação garantido pela limitação de novas empresas no mercado graças à ANATEL.  A ANATEL, como toda agência reguladora, fechou o setor à concorrência estrangeira e criou uma genuína reserva de mercado, de modo que as empresas não estão submetidas a nenhum tipo de livre concorrência. Sem concorrência, o consumidor fica com poucas opções, os oligopolistas cobram caro e oferecem um serviço de má qualidade.  Isso eu estudava nos meus tempos de aluno de Economia. Por Deus, isso é economia pura.

Poder estatal, patrocínio privado, prejuízo público.

A influência dos usuários da rede em relação aos demais pouco depende de algum poder financeiro, mas sim da qualidade do conteúdo. Não é à toa que sites financiados com dinheiro público não obtêm a mesma popularidade que blogs sem fins lucrativos ou meros vlogs no YouTube.

O cidadão brasileiro possui na internet liberdade intelectual e financeira, pode se expressar como bem quiser e não depende de dinheiro para obter poder de influência ou atingir seus objetivos.  Diferentemente do que acontece no direito, onde o cidadão comum deve se adaptar às idéias estagnadas e quase nunca consegue garantir seus direitos se não tiver dinheiro, o cidadão juridicamente impotente busca na internet — a qual possui infinitas possibilidades, todas privadas — uma maneira de se informar e se tornar menos vulnerável.

Você realmente quer que alguém decida o que você pode ou não ver no Google?  Várias empresas controlando sozinhas a internet já seria um cenário terrível; agora, imagine um só governo controlando tudo?

O governo já detém o poder de concessão de todas as emissoras de TV aberta e de rádio.  Ele impõe garantias de conteúdo que priorizem o “interesse social” da população.  Tudo isso está expresso na Constituição Federal de 1988.  A Carta Magna Brasileira determina:

Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:

I — preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;

II — promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;

III — regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;

IV — respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Não são necessários nem 5 minutos assistindo à TV ou ouvindo o rádio para perceber que o poder estatal e suas regulamentações não são capazes de respeitar nem o conjunto de normas mais importantes do país, nem quando são criadas com a justificativa de que será em prol da população.

E se a Constituição Federal perde força diante dos interesses das empresas lobistas e dos demais agentes político-administrativos do estado, uma lei ordinária como o Marco Civil será somente uma via expressa para facilitar o controle do melhor, mais livre e mais imparcial meio de comunicação existente.

Se você acha que a neutralidade da rede ainda é a salvação daqueles que defendem o Marco Civil, assista este vídeo:

Prefiro correr o risco da liberdade do que me submeter a tranquilidade de um poder regulatório. Difícil de bancar o revolucionário enquanto o principal e mais democrático dos meios de comunicação está indo para a vala da censura enquanto oligopólios sustentado pela máquina pública ficam cercando o consumidor brasileiro com o serviço ruim que oferecem.

O mais assustador é ver grandes empreendedores, que conquistaram clientes e enriqueceram com a internet livre, defendendo a necessidade de um poder central para controlar esse meio de comunicação.  Pelo visto, quem já conquistou seu espaço não faz questão que os demais, menos privilegiados, ganhem influência ou dinheiro na rede.

Por fim, tomem conhecimento das críticas técnicas e utilitaristas em relação ao Marco Civil e dos malefícios que este pode causar, pois, do ponto de vista moral e jurídico, o Projeto de Lei é imoral e inconstitucional, está em conflito com os princípios do direito contratual, com as normas de direito privado e com o direito da população.

Fonte: IMB.

Você é um Business man ou Busyness man?

Padrão

Quantas vezes já passamos horas em frente ao computador, debruçados em planilhas e documentos, se desgastando durante horas e horas de uma única semana? Muita gente apontaria esse tipo de comportamento como um ser workaholic, termo cada vez mais comum hoje em dia. Quem costuma trabalhar por volta de 12 horas por dia, por exemplo, pode ter uma pré-disposição ao cansaço físico e mental maior que o restante daqueles que respeitam o horário normal de trabalho. Se isso é uma atividade prejudicial para o nosso corpo e mente, todo mundo sabe. O que muitos não devem saber é que 12 horas de trabalho não significam 12 horas de produtividade. E aí é que mora a confusão de muitos profissionais da meia noite.

É aquela coisa: alcançar número de horas trabalhadas não deveria ser a meta do seu time mas sim a produtividade que você gera dentro deste período. Ou seja, enquanto você trabalha, você está sendo produtivo ou apenas está se ocupando para a sua empresa/organização?

Não seja um “Busyness”

Um dos fatores mais importante quanto a equação produtividade x qualidade é o nosso amigo tempo. O senhor do tempo costuma nos exigir demais e a única contra-partida deste elemento é a simples organização de nós mesmos para otimizá-lo enquanto trabalhamos. Afinal de contas, muitas das pessoas costuma gerar 80% de produtividade diante de 20% do seu tempo. É a tal da lei 80-20 que você pode entender mais lendo este artigo.

Se você analisar corretamente esses 20% e documentar cada movimento do seu plano de trabalho, você identificará o que faz você produzir, de fato, dentro destes 20% e eliminar, de forma sistêmica, o restante do tempo consumido. A partir do momento que você aplica o conceito 80-20, você pode dobrar ou até triplicar o seu rendimento em 40 horas comparado a 60 horas até então realizadas.

Eliminar o seu tempo improdutivo não é fácil. Hoje temos várias atividades paralelas, muitas vezes interlaçadas por interesses em comum que nos impedem de gerar alguns sacrifícios. Mesmo assim, nos exigem diariamente. Eu, por exemplo, trabalho 8h por dia, faço Universidade durante a noite, sou presidente de uma ONG em Blumenau e não descarto uma boa viagem/passeio.  Além da namorada, social com amigos e claro, uma partida de PES 2014. O fato é que, sendo empreendedor da minha própria vida e com uma agenda limitada, todo o tempo otimizado se torna valiosíssimo para mim e tenho certeza que poderia ser valioso para você também.

Mas como eu disse, não é fácil eliminar esse carrapato do seu corpo enquanto você trabalha. A improdutividade, me arrisco em dizer, é cultural e sempre estará nos nossos escritórios da vida – principalmente no Brasil. Mas ainda assim temos que evitar. Vou tentar explicar alguns obstáculos a respeito de agir e pensar estrategicamente para uma boa otimização do trabalho – ou até na sua própria vida.

Obstáculos para pensar estrategicamente

Enquanto ser mais produtivo pareça ser um comportamento exigido, como empreendedores, sempre haverá alguns problemas e oportunidades dentro destes 80% capaz de comprometer a produtividade. Veja abaixo:

Muitas oportunidades – ter muitas oportunidades parece ser algo muito positivo, mas ainda assim pode se tornar um problema para empreendedores. Quando o sucesso nos traz muitas oportunidades e você se sente cercado para aproveitar cada uma delas, você tende a espalhar seus esforços de forma muito genérica ao invés de agir com foco estratégico. Ou seja, muitas atividades paralelamente sendo executadas, você sempre fará de forma ‘meio bosta’.

Muitos recursos – as pessoas sempre reclamam pelo falta de recursos. Mão de obra, capital intelectual, fornecedores, tecnologia e assim por diante. Mas as vezes é melhor ter uma certa escassez do que uma vasta variedade disponível. Quando os recursos são abundantes, as pessoas tendem a resolver seus problemas injetando mais dinheiro. Se houver uma limitação nos recursos, ou seja, a restrição propriamente dita, haveria mais criatividade, pensamento estratégico e inovação.

Rebanho mental – mentalidade de rebanho. Aonde a vaca vai, o boi vai atrás, já dizia o poeta Tiririca.  Ou seja, se todo mundo faz algo através do mesmo caminho, geralmente há uma única estratégia para fazer ao contrário. É verdade, não é confortável e é até fora do normal para algumas pessoas, mas dificilmente você terá algum tipo de sucesso se ficar na sua zona de conforto e somente seguindo o que os outros fazem.

Tá, mas e aí? Seja mais específico e não me faça perder meu tempo hehe

Como trabalhar de forma mais estratégica e eficiente

O comportamento empreendedor permite assumir e aproveitar as oportunidades sempre que elas apareçam. A consequência é um dos pontos que escrevi acima que acabam impedindo o pensamento estratégico. Para evitar esses pontos nas suas rotinas “business”, você precisa entender que ações estratégicas são formadas através de dois simples processos: reflexão e ação. Fazer um balanço dos recursos disponíveis que você têm e utilizar deste cenário uma vantagem competitiva. Ou seja, otimize o que você tem e tire vantagem.

Vamos pontuar como colocar esses processos em ação:

Não deixe as tarefas moldarem sua rotina – se você está deixando algumas tarefas, como responder e-mails, direcionar a sua rotina diária, você está deixando outra pessoa priorizar para você.  Ao invés disso, defina você mesmo quando e como responder essas tarefas no seu dia-a-dia.

Realize decisões de forma consciente – tenha uma visão integral e holística sobre a realidade de uma oportunidade  a sua frente antes de se jogar de cabeça.  Faça uma possível avaliação de cada ponto que você irá tirar desta situação. Eventualmente, suas previsões poderão ajudá-lo nas tomadas de decisão futuras e isso permitirá você a tomar a agir de forma mais inteligente. 

Alinhe motivações que possam estar fora de sincronia – os membros da sua direção querem aumentar a produtividade por cada real investido.  Enquanto os colaboradores, a galera operacional em si, procurarão pela sua valorização, seja pela satisfação no trabalho, qualidade de vida ou até um aumento de salário. Para um aumento na produtividade, um alinhamento nesses interesses é muito necessário para criar um ambiente de trabalho alegre no qual farão todos os envolvidos encararem grandes desafios pelos resultados. e trabalharem pelos mesmos objetivos. 

Tá na hora de parar de mensurar a produtividade em horas e começar a entender a produtividade através daquilo que realmente importa: produção. Focando no seu potencial dentro dos 20,  implementando estratégias e direcionando ações pontuais, você conseguirá gerir o seu negócio de uma forma muito mais efetiva.

Deixe de ser Busyness Man e seja mais Business Man.

Texto adaptado: Why Entrepreneurs Should Stop Celebrating the 60-Hour Workweek

A arte e algumas dicas de uma apresentação de sucesso

Padrão

Quem nunca ficou com o frio na barriga para uma apresentação? Seja para apresentar um trabalho científico no ensino médio, um TCC na Universidade ou até uma nova ideia na empresa onde você trabalha. O nervosismo é uma variável constante e isso poucas pessoas têm o poder de dominar. Geralmente, o que me faz diminuir esse nervosismo é o conhecimento e a preparação que eu tenho sobre a apresentação que eu vou fazer. Como voluntário na AIESEC Blumenau, estou sujeitos a diversos momentos nos quais irão me colocar de frente a um público, no qual irá me exigir um conhecimento em troca e uma interação para aqueles minutos de apresentação. Seja em uma conferência local, uma palestra na Universidade ou até uma simples apresentação para parceiros e amigos, um roteiro básico e segurança sobre o que você está apresentando, são fatores essenciais para o meu sucesso.

Viajando pela internet, encontrei esse texto que replicarei na íntegra explicando 10 passos para que você tenha uma apresentação de sucesso. Não vou dizer que eu sigo essa lista em todos os momentos, mas depois de ler esse artigo, senti que posso melhorar (e muito) em alguns aspectos sobre as minhas apresentações por aí. No caso, as dicas são da SOAP – empresa de comunicação especializada na consultoria para apresentações corporativas.

Com uma apresentação bem estruturada, ficará fácil para você – como facilitador do conteúdo – vender a ideia, trabalho ou projeto para o seu público-alvo.  E não há melhor forma de “vender” uma ideia do que contando uma boa história. Portanto, mãos à obra!

Comunicação Corporativa – A arte do sucesso para a sua ideia

Planejamento

1. Conheça a sua audiência: saiba quais são as suas características demográficas, o que já sabem do assunto, o que querem saber, qual o problema que se pode ajudar a resolver.

2. Defina um objetivo claro: a apresentação deve ter um objetivo que seja claro e atingível. O objetivo é, em suma, o que quer que a sua audiência faça, pense ou sinta no final da apresentação.

3. Crie um guia: comece apontando os pontos principais dos assuntos que tem necessariamente de abordar durante a apresentação. Use esta lista como guia para a criação do seu roteiro ou da sua história.

Desenvolvimento

4. Prepare a criação do roteiro: o roteiro deverá ser baseado em uma história que vá ao encontro das expectativas e aspirações da sua audiência. Para criar uma história impactante comece respondendo a questão Como é que o que tenho ou como é que o que vou apresentar vai impactar a vida da minha audiência?. Os dois ingredientes base da história devem ser os argumentos lógicos que apelem à razão e emoção que apele ao sentimento da sua audiência.

5. História impactante: uma história impactante divide-se em três atos.

  • Ato I – serve para despertar o interesse da audiência, expor a ideia principal da apresentação. Deve ser surpreendente, ou inquietante para captar a atenção da audiência desde os primeiros minutos. Aqui é o momento onde se contextualiza e insere a audiência no mesmo cenário que você. É no ato I que você deve criar a empatia.
  • Ato II – é o corpo da história, onde é desenvolvida a ideia principal e onde são apresentados os argumentos lógicos para os fatos expostos no ato I. Neste segundo ato é onde deve existir o clímax, ou o pico de emoção da história.
  • Ato III – nesta última fase deve-se fechar a história em direção ao objetivo pretendido. A ideia principal da apresentação deve ser repetida e assim passa a fazer todo o sentido para a audiência.

6. Identidade visual: a identidade visual é o look & feel da sua apresentação. Nesta fase deverá estudar a sua marca e a ideia ou produto que irá apresentar. Escolha 3 ou 4 cores da sua apresentação, os 2 ou 3 tipos de fonte que irá utilizar, o tipo de imagens e de elementos gráficos. Todos os elementos devem fazer sentido juntos e devem ajudá-lo a passar a sua mensagem.

7. Construa o design dos slides: agora passe para o design dos slides. Nesta fase terá que escolher as palavras ou frases que irão constar em cada um dos slides. Evite muitos bullet points ou frases muito longas, mantenha no slide apenas o texto que servirá de guia para o discurso. Opte também por imagens grandes e impactantes.

Ensaio

8. Treine: chegou o momento de treinar. O nervosismo em apresentações vem muitas vezes da falta de preparação do apresentador, por isso dedique uma boa parte do seu tempo a treinar para a apresentação.

9. Linguagem não-verbal: atente-se a sua linguagem não-verbal, como tom de voz, pois esta tem um grande impacto na eficácia ou não da sua apresentação.

10. Ultrapasse o medo de falar em público: por fim, mesmo tendo todo o trabalho bem feito há pessoas que não conseguem ultrapassar o seu medo de falar em púbico. Respire e fale em voz alta que vai dar tudo certo.

Fonte: Blog Midia 8

Forming, storming, norming, perfoming, adjourning e você

Padrão

Para tudo se dá um jeito, já dizia minha mãe. Não importa o problema ou não importa o objetivo. Se tivermos a ideia de que o limite é ir sempre além de suas possibilidades, até o bom e velho jeitinho brasileiro se torna peça chave nesse contexto. Erguer a cabeça e seguir adiante é um ótimo processo de aprendizagem. Sempre considerando que o erro é a principal etapa do processo. 

Mas como mapear os erros ou planejar as conquistas de forma que isso não comprometa a mensagem final ou o alcance do resultado esperado? Formar um time gera tempo assim como escrever um simples artigo. Dada as devidas proporções, tudo deve seguir uma linha de princípios básicos – ou de valores básicos, como preferir. Com essa definição clara e o consciente do caminho a ser tomado, basta encarar a jornada e dar o primeiro passo.

Formação de time gera tempo, recursos, conversas e estudos baseado em teorias (que não são poucas) sobre team building. Pontos importantes para um alinhamento no qual colocará diferentes perspectivas em um único caminho a ser percorrido. Ou seja, agora estamos entendendo que formar um time com pessoas estranhas e/ou que pensam de forma diferente é o principal papel de um team leader para que objetivo final seja alcançado. E como fazer isso? Uma sugestão muito interessante e que eu utilizo nas minhas construção de time dentro da AIESEC Blumenau é o que Bruce Tuckman apresentou nos anos 60 sobre times de grandes performances: forming, storming, Norming, perfoming e adjourning. Seu artigo completo sobre a construção do modelo e sua explicação, pode ser visto aqui.  – Developmental Sequence in Small Group.

teamwork

O modelo

De acordo com o artigo de Tuckman, o modelo é voltado para geração de equipes com alta performance, de forma rápida e consciente, baseado na mensagem final e sendo sempre objetivo.

Forming: neste estágio, grande parte do time (se não todos) estão num momento bom, felizes e otimista com os trabalhos. Há aqueles que sofrem de ansiedade ou de certo medo em função dos trabalhos que o time deverá realizar. E outros estão simplesmente excitados pelos trabalhos que terão pela frente.

Como team leader, eu tenho um papel muito importante para o grupo nessa etapa porque algumas responsabilidades e os papeis dos envolvidos ainda não estão tão claros para eles.

Nessa etapa é importante que eles entendam que trabalharão em conjunto, em equipe, entendendo que agora serão colegas de trabalho em busca de um objetivo em comum.

Storming: aqui a coisa começa a ficar mais delicada. Aqui é quando o teu time começa a puxar alguns pontos contra os limites definidos no estágio anterior. E é nessa etapa que grandes times acabam falhando na sua gestão interna.

Geralmente, um storming acontece com conflitos no estilo de trabalho dos membros do seu grupo. As pessoas podem trabalhar de diferentes maneiras e por vários motivos. Tem aqueles que trabalham melhor a noite; outros pela manhã; não compartilham conhecimento ou buscam por interação de forma constante. Mas se os diferentes modos de trabalhar causar problemas imprevistos nas relações, então eles se frustarão.

Um outro caso comum é o seu membro conflitar com a sua autoridade ou até querer enganar para alcançar um cargo específico. Ou caso você não tenha definido claramente como o seu time irá trabalhar, as pessoas irão se sentir sobre-carregadas em função da própria carga de trabalho. Ou até irão se sentir desconfortáveis com o modo utilizado para gerar engajamento/aproximação.

Sem contar aqueles que irão te questionar sobre os benefícios do objetivo a ser alcançado de fato e terão uma resistência maior para realizarem suas tarefas.

Membros que já vem com pedras nas mãos diante das suas tarefas têm uma experiência de estress elevada, principalmente  quando eles não possuem um suporte nos processos estabelecidos ou um forte relacionamento com os demais colegas do time.

Norming: de forma gradual, o time acaba entrando no estágio conhecido como norming. Isso acontece quando os envolvidos começam a resolver suas próprias indiferenças, reconhecendo pontos fortes dos colegas de trabalho e respeitando a sua autoridade como líder do grupo.

Agora que o seu time conhece um ao outro de forma mais clara, eles irão se integrar naturalmente, provocar a socialização além de oferecer maior suporte uns aos outros e provocar constantes feedbacks para as atividades realizadas. Uma perfeita sincronia de um time unido e profissional pois é possível identificar um grande comprometimento do time com o objetivo final, provocando assim, um progresso mais claro do papel de cada um.

Há um certo caminho entre o Storming e Norming num time. Até porque com o andar das atividades e as novas tarefas sendo delegadas, o comportamento dos envolvidos pode ser muito bem dominado evitando futuros conflitos – por mais inevitáveis que possam parecer.

Performing: o time acaba alcançando esse estágio quando lidera grandes e difíceis projetos, sem atritos, para conquistar o objetivo final do grupo.  A estrutura e os processos que foram definidos por você, líder imediato do grupo, também precisam suportar essa entrega com os liderados.

Como líder, eu posso delegar grande parte do meu trabalho e concentrar isso no desenvolvimento dos meus membros. Há uma sensação boa de estar neste estágio pois as pessoas que irão entrar ou até mesmo sair em momentos de performing  não irão atrapalhar o desempenho do time em si.

Adjourning: alguns times chegarão a este estágio eventualmente. Por exemplo, os projetos realizados pelos times existem por um período determinado e mesmos aqueles times que permanecem um grande e extenso período trabalhando estarão sujeitos a mudanças internas de estrutura.

Para aqueles membros que gostam de rotinas ou que conseguiram desenvolver um modo de trabalho bem próximo com os outros envolvidos no projeto, poderão ter dificuldades com esse estágio, principalmente se eles estiverem com pontos incertos sobre o futuro.

Sabendo utilizar o modelo

Como presidente da AIESEC e líder da minha diretoria, meu objetivo é ajudar meu grupo a ter uma boa performance, de forma clara e objetiva sempre. Para isso, é importante que eu adapte minha aproximação com eles de acordo com cada estágio.

Para isso, procuro sempre seguir três passos básicos:

1) Identificar o estágio de desenvolvimento no qual o time se encontra a partir da descrições acima;

2) Agora é importante considerar o que você necessita fazer para direcionar para o estágio de performance do time, sempre apontando para o avanço e solucionando problemas.  Na figura 1 abaixo, é possível identificar alguns pontos que farão você levar o seu time sempre para frente, otimizando suas performances.

3) Um ponto essencial também é que eu preciso considerar constantes revisões sobre o posicionamento atual do meu time e ajustar com o meu modo de me aproximar através da minha liderança e de forma apropriada.

Atividades de liderança para formação de diferentes grupos por etapas

Figure 1: Leadership Activities at Different Group Formation Stages

A construção de um time sempre será a cereja do bolo para o sucesso de uma experiência de liderança. Entender os pontos fortes e fracos, provocar a integração entre os envolvidos e gerar momentos de reflexão sobre as ações realizada é tudo ponto chave para uma entrega bem estruturada dos objetivos. Faça constantes análises do desempenho do seu time e busque inovar, agregando características dos membros e explorando aquilo que eles sabem fazer de melhor. E sempre, apontando para um objetivo comum na organização.

Fonte: Mind Tools

Cerveja e o café te levarão ao sucesso no trabalho

Padrão

ku-xlarge

Agora você tem um bom motivo para pedir pro chefão liberar cerveja gelada durante o trabalho nesse calor do verão brasileiro. Tá, talvez não seja o mais correto e se você realmente fizer, não me responsabilizo pelas consequências. Se der certo, eu encaminho meu CV, ok? 🙂

Confesso que parei com a cerveja já faz um mês. É meio que uma promessa para 2014 mas é importante levar a saúde a sério quando a mudança se faz necessária – e claro, atender ao pedido da namorada. O café já é uma luta mais pesada, constante e o cherio em si me domina. Essa resistência é algo acima dos meus limites, mas eu também estou diminuindo. Porém há muitas pessoas neste Brasilzão a fora que idolatram tanta uma gelada quanto o cafézinho no meio da tarde.

Parece meio piada mas se você entender a brincadeira, fará mais sentido. É claro que beber cerveja durante o trabalho não é a coisa mais certa de se fazer. Também podemos dizer muito café acaba influenciando a sua intenção para conversas em corredores, na cozinha ou na própria cafeteira da firma. Mas sou obrigado a dizer, quem aqui nunca parou suas rotinas para uma simples xícara de café? Ou convidou os amigos do escritório (e o chefe, é claro) para um happy hour depois das metas alcançadas? Pois é, tão natural quanto almoçar na casa da avó num domingo, saiba que beber café ou até uns goles de cerveja pode estimular o seu trabalho no dia a dia.

Foi isso que o infográfico criado pelo pessoal da Pixel Coffee procurou mostrar com alguns pontos, no mínimo, interessantes a respeito das duas bebidas nas quais os brasileiros tanto amam. Você sabia que com a cerveja você fica mais criativo e com o café você fica com mais energia? Pois é, cara pálida. Veja esses e outros pontos que os caras levantaram sobre o assunto no infográfico abaixo. Enquanto você entende mais sobre o que eu to falando, vou aproveitar para buscar uma xícara de café – será a última, eu prometo.

Clique na imagem para ampliar.

a7489e61c4c4a06580ede591b55dbf0d