Roubini e BC da China: ainda não chegamos ao fundo poço

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Nouriel Roubini afirmou na quarta-feira (27) que a recessão econômica global só será concretizada no final do ano, e que ainda não estamos no fundo do poço. “Nós não estamos ainda no final da recessão norte-americana e global”, disse o professor da Universidade de Nova York.

“Existe uma luz no fim do túnel”, afirma Roubini, mas a recuperação demorará mais do que o esperado, como também o ritmo de crescimento global. Contudo, o professor acredita que os EUA sairão fortalecidos da crise, imperando novamente.

Desta vez o pessimismo não se limitou apenas à Roubini. O Banco Central chinês ressaltou também que o fundo do poço ainda está distante e há “muitas incertezas” quanto ao rumo do preço das commodities.

O país, de acordo com o próprio BC, enfrenta problemas de demanda, capacidade instalada das indústrias acima do ideal, queda das receitas do governo e taxa de desemprego crescente.

Mesmo com o prognóstico desanimador do governo chinês, Roubini mostra-se mais otimista quanto à recuperação da economia asiática em relação às outras, basicamente, segundo ele, pelos concretos fundamentos da região.

Com agências

Governo americano deve ficar com 70% da GM

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A General Motors Corp. (GM) e o sindicato United Auto Workers (UAW) fecharam um acordo sobre o novo plano de reestruturação da empresa.

O sindicato deve ter uma participação significativamente menor na montadora do que aquela contemplada inicialmente e o governo dos Estados Unidos deve ficar com até 70% da companhia

O governo americano deve dar financiamento de ao menos US$ 50 bilhões à GM para a recuperação judicial. Existem estimativas, contudo, de que a companhia precisará de muitos bilhões de dólares.

A proteção sob a Lei de Falências seria um passo para uma “GM revitalizada”, caso isso ocorra.

A expectativa é de que a GM entre com pedido de proteção contra credores na segunda-feira da próxima semana.

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Comitê afirma que país entrou em recessão em 2008

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O Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), criado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), afirmou que o Brasil interrompeu um ciclo de expansão que durou 21 trimestres ao entrar em recessão no quarto trimestre de 2008.

Este foi o mais longo ciclo de expansão desde a década de 80. A economista e relatora do estudo, Marcelle Chauvet, explica que a conclusão de recessão pelo Comitê não utiliza o padrão do mercado, onde após duas retrações consecutivas do PIB, configura-se uma recessão no país.

O Comitê utiliza como parâmetro uma série de fatores, incluindo níveis de produção e dados do mercado de trabalho.

U$15 bilhões

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Lula volta com U$15 bilhões de investimentos da China

Os contratos envolvem empréstimo de US$ 10 bilhões para a Petrobras, US$ 800 milhões para o BNDES, US$ 100 milhões para o Itaú BBA, além de investimento de US$ 4 bilhões de uma companhia chinesa no grupo de Eike Batista.

Os contratos firmados ajudarão a expandir mais o comércio bilateral e permitirão a participação chinesa em importantes projetos. A importância dos dois países como grandes economias emergentes com maior potencial de sair da crise atual, é constantemente relevada pelos líderes internacionais e confirmada com encontros assim.

A figura dos dois líderes, Lula e Jintao, reforçaram no pedido da reforma urgente da arquitetura internacional para torná-la “mais justa e equilibrada” e defenderam a oferta de mais recursos por parte do FMI e Banco Mundial para países em desenvolvimento afetados pela crise.

Lula foi chamado de “grande amigo da China”, sob aplausos, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, destacou que o convite de Hu Jintao a Lula para dois jantares demonstra o grande interesse da China pelo Brasil. A visita de Lula termina hoje focalizando a área espacial. Ela marcará a continuidade e a expansão do programa Cebers (Agência Espacial Brasileira e Administração Estatal do Espaço da China). Serão lançados mais dois satélites, em 2010 e 2013, e as imagens geradas serão colocadas gratuitamente à disposição de países em desenvolvimento.

Na viagem, mais uma vez, a popularidade do presidente ficou clara. Ao sair do seminário com executivos dos dois países, ele foi “submergido” por empresários, que queriam ser fotografados ao lado dele. Lula atendeu a todos com paciência e ainda deu palpites sobre como fazer a foto.

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O petróleo é nosso, PSDB!

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Um ato em defesa da Cidadania!

por Eduardo Guimarães, no Cidadania.com

O bordão “O petróleo é nosso” foi criado pela Campanha do Petróleo, desencadeada pelo Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e por nacionalistas. Daquela campanha, nasceu a estatal petrolífera nacional, a Petrobras, em 1953.

O Brasil, desde aquela época, vem se dividindo entre nacionalistas e defensores do capital estrangeiro. Em 1938, o governo Getúlio Vargas determinou a exploração de uma jazida de petróleo em Lobato, na Bahia, dando origem ao Conselho Nacional do Petróleo. Desde então, as jazidas minerais passaram a ser propriedade do povo, sendo vedada a propriedade privada.

Criar a Petrobrás, no início dos 50, foi uma decisão acertada. Naquela época, o Brasil importava 93% dos derivados de petróleo que consumia. Hoje, somos autossuficientes.

O monopólio estatal do petróleo durou 44 anos. Foi quebrado em 16 de outubro de 1997 justamente pelo governo Fernando Henrique Cardoso e pelo partido que lhe dava sustentação, o PSDB, que agora, diante da maior descoberta petrolífera da história do país, novamente avança sobre o petróleo a fim de entregá-lo ao monopólio estrangeiro.

A CPI da Petrobrás, recém-criada no Senado Federal por iniciativa do PSDB e a mando evidente da eminencia parda da agremiação, o governador José Serra, é o mais novo avanço dos entreguistas de que falava Getúlio Vargas, aos quais o país se opôs e criou a empresa petrolífera.

Como disse recentemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a descoberta e o início das operações de exploração do pré-sal constitui a “Segunda Independência” do Brasil. Através dessa riqueza imensa que jaz em nosso litoral Sudeste, o Brasil poderá ascender ao Primeiro Mundo talvez em uma década, se conseguirmos manter a riqueza a salvo das garras tucanas.

Não é por outra razão que venho propor a criação da nova campanha em defesa das riquezas minerais brasileiras, sugerindo o bordão “O petróleo é nosso, PSDB!”

E, sem titubear, começo propondo o início dessa campanha num ato público em defesa da Petrobrás a se realizar o quanto antes diante do diretório estadual do PSDB em São Paulo, no bairro de Indianópolis, na avenida que leva o mesmo nome, pois o ataque à Petrobrás vem do mesmo partido que começou a entregar o petróleo brasileiro há 12 anos e que quer voltar ao poder no ano que vem para continuar sua obra nefasta.

Como sempre, dependerei de vocês para saírem pela internet propondo em sites e blogs a medida que anuncio aqui em defesa dos interesses nacionais.

Será um ato ao qual se pretende a adesão de partidos, sindicatos, movimentos sociais e da sociedade civil de forma geral. Diante do previsível bloqueio que a imprensa dará a esta iniciativa, só podemos contar com vocês, leitores, e com a força da internet.

Na semana que vem, novamente iniciarei contatos para difundir o ato público proposto. Desta vez, porém, será no âmbito maior de uma campanha que se espera que se espalhe pelo país.

Caso esta proposta receba as adesões minimamente necessárias dos leitores deste blog, novamente o Movimento dos Sem Mídia assumirá o compromisso de organizar outro ato em defesa da cidadania. E vocês, ao aderirem, comprometer-se-ão a difundir esta proposta onde possam – na internet, nas ruas, entre a familia, entre os amigos, onde cada um puder.

Primeiro em São Paulo, na terra da mente criminosa que está por trás de tudo isso, a mente obscura de José Serra. Depois, pelo país inteiro. A campanha deverá durar enquanto durar a CPI da Petrobrás, com atos públicos espalhando-se pelo país até chegarmos a um ato maior, que sugiro que seja feito em Brasília diante do Congresso Nacional.

Pronto, a sorte foi lançada. A reação, agora, dependerá de cada um de nós, de nosso empenho em difundir e defender os interesses do Brasil. Que Deus nos ilumine e ajude a manter as garras tucanas e reacionárias longe das riquezas nacionais.

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Fonte:  Vi o Mundo.com.br