Três é demais.

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Com a nova emenda constitucional aprovada na Venezuela, Chavez já garante sua pré-candidatura para a próxima eleição. Seria a terceira.

Uma das maiores pedras no sapato do atual gestão dos países latinos, com certeza, é Hugo Chaves. Seus ideias nacionalistas partem para a radicalização de uma forma tão robusta quanto sua forma de posse. Praticamente com os principais meios de comunicação em seu poder, Chavez se vê em um caminho livre para ascensão de suas ideias para lá de controvérsias.

Essa questão de estender segundo mandato, para uma possível e nítida próxima gestão no poder venezuelano, já criou certos ventos pró por aqui no Brasil. Lula nunca negou sua intenção para terceiro mandato ou pelo menos sempre deixou claro entre as linhas. Porém uma coisa é certa: sua possível substituta já está criando asas e se construindo para uma possível candidatura. Não poderia deixar de ser outra, a não ser a ministra da Casa Civil, Dilma Rouseff.

Entretanto, são outros fatores que driblam esses ideias chavistas para terceiro mandato. Não será tão fácil assim como se vê.

Voltando a Venezuela, o caso é sério quando se olha a base de sustentação do governo Chavez. Grande parte da receita governamental na Venezuela é fruto do petróleo, e grande parte desta receita é caminhada a grandes projetos sociais que atingem diretamente essa extensa base de apoio popular à Chavez.

Porém, de julho de 2007 até o início deste ano, o preço do combustível sofreu uma queda de 70%, passando de 147 dólares a 35 dólares o barril. E isso pode acarretar uma serie de cortes de gastos o que pode abalar a possível ascensão de um novo poder Chavista para o próximo mandato.

Hugo Chavez sabe da importância destes projetos socias e o poder que ele exerce sobre a sua imagem de populista, assim como é por aqui também. Logo fará de tudo para manter as projeções do orçamento venezuelano em cima destes projetos populares.

Será uma tarefa pesada porém é uma das poucas ferramentas de manter sua imagem em pé por pelo menos mais 4 anos (seu tempo de mandato). Claro, fora os meios de comunicações estatizados e outros diversos fatores de controle que Hugo Chavez tem em mãos.

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GM na derrocada final

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Não é da crise que vem o vermelho nas contas da poderosa americana. Esses mesmo bilhões de perdas já vem desde 2005.

Em todo o ano passado, a General Motors, perdeu em torno de US$30,8 bilhões de dólares e o que parecia ser uma consequência do agravamento da crise, já se vê como uma possível derrocada para o falência.  A GM já segue uma linha preocupante em seus lucros desde 2005.

Que por sinal, desde 2005 a poderosa estadunidense já perdeu cerca de US$70 bilhões de dólares. E agora em meio a um grande furacão econômico, as coisas se tornam ainda piores.

O setor automobilístico americano é um dos que mais está sentindo com a grande recessão de créditos mundo à fora, juntamente com o setor bancário. Setor bancário aliás que recebeu um grande pacote de estímulo sendo que cerca de US$15 bilhões foram destinados à GM.

Dentre prejuízos e grande fraqueza econômica, os que mais sentem pelo momento crítico são os trabalhadores. A GM anunciou planos de cortar até 47 mil funcionários de suas fábricas em todos os países, 26 mil deles, fora dos Estados Unidos, e fechar cinco fábricas no país.

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Tio Sam pede education

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Uma das prioridades de Obama é a educação como projeto de reerguer os EUA.

Já não é de hoje que se tem a educação como a chave para grandes objetivos e alcances profissionais e pessoais. Nunca é demais aprender e é sempre necessário. A atual situação mundial, com crise econômica, faz a questão da educação vir a tona como um requisito mais que essencial: algo necessário e mínimo para se manter. Seja em crise ou não.

Barack Obama, em discurso ontem no Congresso Americana, infatizou novas medidas de retenção da recessão estadunidense. Fez questão de colocar em pauta a grande necessidade que é ter uma boa educação, a níveis acadêmicos, em meio a furacão econômico. Para Obama, é indispensável o bom grau de formação para as depêndencias do mercado de trabalho.

Convenhamos, não precisa ser nenhum Obama ou Presidente de país rico para saber disto. Porém, essa ausência de responsabilidade educacional está pesando por lá. Lá que por sinal é primeiro mundo, nação mais poderosa. Imagina em países mais pobres. Principalmente esse nosso.

Para fechar: dois terços do emprego exigem educação maior que o segundo grau, disse, e o país tem o maior grau de evasão do segundo grau entre as economias industrializadas. Esse é o caminho do declínio, disse Obama.

É básico o negócio, estudar só depende de um só grande chefe: tu mesmo camarada. Ou você acha que se Obama disser que comer coco faz regurgitar dinheiro fará você mudar de vida, então o problema já passou dos limites financeiros…

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Bancos da Europa podem ter US$ 23 trilhões em risco

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Os bancos da União Européia podem estar com US$ 23 trilhões de papéis sob risco, diz uma reportagem do jornal inglês The Guardian, baseado num relatório que está sendo elaborado pela Comissão Européia. Os ministros dos 27 países que integram a UE pretendem se encontrar no dia 28 deste mês para elaborar um plano de ação conjunta de salvamento dos bancos. O temor agora é que a desaceleração econômica, com queda de renda e aumento de desemprego, provoque uma nova onda de inadimplência que dificulte ainda mais a vida dos bancos.

O Globo

Banco do Brasil tem lucro recorde!

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Crescimento de 74% em relação ao de 2007. Dá uma pena desses bancos…

Chega a ser absurdo ver números assim. O mundo anda cada dia mais para trás. Bancos do mundo inteiro refazendo planos e driblando prejuízos. E agora, o BB anuncia um lucro recorde em 2008 quando comparado ao de 2007. Absurdo não, mas “diferente até demais”.

Isso é meio contratidório com o momento de crédito que vivemos. Claro, não é de hoje que foi construído esse valor. Ano passado com certeza foi um dos melhores anos para o Brasil. E assim se justifica. Mas eu não duvido nada que esse ano o lucro dos grandes bancos, em especial do BB, fique nesses patamares.

A próxima reunião do Copom é esperada por mais uma redução na taxa básica de juros (Selic). Muito se contesta sobre essa redução, não que ela seria desnecessária, muito pelo contrário, mas sim que muito disso não é repassado aos bancos do jeito que deveria, e por fim, não aos clientes.

O spread bancário está cada vez mais alto e absurdamente tolerável pela grande cúpula que rege suas políticas. Em momentos de queda da Selic, não é aceitável manter grandes níveis de spread. É simples.

O BB justifica o recorde diante das aquisições que obteve desde meados de 2000. O banco destacou a compra no ano passado do Banco do Estado do Piauí (BEP), por R$ 81,7 milhões, e do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina), por R$ 685 milhões. O Banco do Brasil também fechou a compra da Nossa Caixa –que pertencia ao Estado de São Paulo– por R$ 5,386 bilhões.

E assim vai. Menos concorrência, mais lucros e fusões. Após a grande fusão do Itaú-Unibanco, há uma especativa das próximas que virão por parte do Banco do Brasil, que só está acompanhando de lado essa tomada de liderança como principal banco brasileiro pelo Itaú-Unibanco.

bancodobrasil

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