Revogada!

Padrão

Era a única saída.

O governo anunciou a única saída que ele podia anunciar para a trapalhada na qual entrou: revogou a medida que exigia licença prévia para as importações. A medida só criou confusão desde que saiu, por tudo de ruim que ela representa: era um retrocesso inadmissível para a política comercial brasileira; poderia trazer retaliação comercial; poderia provocar inflação por falta de produto; algumas empresas exportadoras deixariam de exportar por falta de produto.

Foi uma medida autoritária, baixada de repente por uma nota no Siscomex. Felizmente, o governo acaba de anunciar que recuou.  O ministro Mantega disse que ele e o ministro Miguel Jorge concordaram em revogar a medida porque ela causou ruído. Ruído para dizer o mínimo.

PACHECO,R.O.

Anúncios

Protecionismo desnecessário

Padrão

A mais nova medida burocrática do governo nas importações é vista como desnecessária e preciptada.

De fato, a balança comercial brasileira está sofrendo nessas últimas semanas com a queda nas exportações e um signifativo peso nas importações. O déficit já chega a U$800 milhões de dólares. E medidas começam a ser tomadas para frear esse valor.

O governo acaba de criar uma nova, burocrática e atrapalhada linçensa para produtos importados de qual quer que seja o país de origem. Sim, só serve para atrapalhar.

Se o governo estava dificultando as importações, com o objetivo de melhorar o saldo da balança comercial, isso poderia provocar um choque de oferta com conseqüências negativas sobre a inflação.

Essa nova formulação do Ministério do Desenvolvimento causou, como já era de imaginar, euforia entre os empresários que chegaram a ir para Brasília recorrer da decisão. Além do que, essa medida pode servir como desculpa para a próxima reunião do Copom, o que poderá segurar a possível queda da taxa de juros.

0090701

Há indícios de que reuniões tenham sido feitas na semana passada para discutir a forte desaceleração das exportações brasileiras e, entre as soluções para reverter o quadro, foram apresentadas algumas formas de controlar importações.

O governo tomou uma decisão absurda ao exigir essa licença de importação de três mil produtos. É quase 60% do que o Brasil importa.  Quem produz para o mercado interno também importa. Quem exporta também precisa de produtos importados. Isso pode afetar toda a produção brasileira.

O Brasil pode sofrer represália dos parceiros porque este tipo de barreira protecionista pode ser imposta contra o Brasil também.

PACHECO,R.O.

Dívida Pública nos EUA

Padrão

Algo em torno de U$1 trilhão de dólares, a dívida pública americana é sustentável com a taxa de juros atual. Pelo menos no curto, médio prazo.

Não é tão difícil e comprometedor financiar o déficit público nos EUA, que atualmente batem o alarmante número de U$1 trilhão, com a atual taxa de juros que chegam a zero, numa rentabilidade praticamente nula.

A cada $trilhão adicionais, os juros proporcionariam em torno de U$30bilhões a mais nas contas o que é relativamente aceitável e bem menos comprometedor. O que não é muito. Ou seja, o custo para o tesouro é baixo.  Diferentemente da nossa aqui no Brasil onde a taxa de juros acaba por piorando de uma forma bem mais significativa, onde é bem mais cara de custear.

bandeira-eua2

Muito disso se deve ainda a confiança sobre o porto seguro que é a máquina governamental estadunidense. E isso está longe de acabar. Na europa, a situação está de um jeito tão confuso quanto na terra do Tio Sam. A segurança lá está, em termos paradoxais, em níveis aceitáveis também, porém bem mais vulneráveis. A europa não tem uma imagem unificada o que pode atrasar ainda mais qualquer projeto coerente de estabilidade econômica. O Japão também não segue a mesma linha causando ainda mais o desequilíbrio na balança pro lado negativo. Praticamente prostrado.

Não há propriamente uma alternativa. Apesar de terem lançado essa grande crise, os EUA não será capaz de sair da crise por si só. As dimensões tornaram a crise global e certas atuações em conjuntos deverão aparecer mais fortemente.

Um exemplo do trabalho em equipe é a China. Se ela, mais outros países que sempre estiveram em grandes números de superávit, com mais da metade da produção em estoque, não começar a consumir e elevar a importação, a recessão americana poderá se agravar ainda mais. É necessário aumentar a demanda, começar a consumir. Uma economia que cresça pelo consumo.

Os EUA, por mais poderoso que seja, sozinho, não sairá da crise.

PACHECO, R.O.

Com tudo indo de mal a pior, os EUA ainda são o que sempre foram.

Padrão

O porto seguro da América e do Mundo se mantém erguido na confiança dos investidores mundo à fora.

Nos EUA a situação está se agravando cada dia mais. Desempregos, dívidas, aumento do déficit e por ai vai, começa a colocar o país em cheque e, coisas como uma previsão de uma possível recessão já não é mais vista como pessimista. Portanto, 2009 acabará no vermelho para os EUA e mais alguns outros mundo à fora.

Já estaria de bom tamanha acreditar que nenhum investidor sã da situação e verdadeiro amante de seus investimentos colocaria seu valioso dinheiro à custas da tesouro americano, certo? Nem tanto.

A onda pessimista de dados alarmantes ainda não afetou, e talvez nem afete, a confiança de quem coloca seu dinheiro nos papéis do tesouro público.

É uma máquina que não quebrará tão fácil, convenhamos. O governo EUA é ainda dito como um porto seguro para a garantia da maioria dos investimentos estrageiros e internos.

A rentabilidade, se não nula, é praticamente desiludida para alguma rentabilidade. A segurança e a confiança no tesouro americano faz a injeção de dinheiro para a garantia do mesmo crescer cada dia mais.

PACHECO,R.O.

Redução da taxa não foi suficiente para alguns.

Padrão

Mesmo com a grande redução na última reunião do Copom, muitos analistas acreditam que a redução poderia ter sido maior. E já no ano passado.

Passado a posse de Obama nos EUA, o mercado brasileiro se virou inteiro para aquela que seria o princípio de retração da taxa de juros nas reuniões do Copom. A redução foi grande. E tardia também…

Com a inflação sobre controle, grandes economistas e chefes de gabinetes nos ministérios acreditam que a queda deveria ter sido já na última reunião do Copom, em dezembro. Ocorrida a queda, agora é esperar para mais.

Pode ocasionar alguns pontos importantes devido à redução. Um dos principais fatores é o psicológico. Grande parte do investimento virá com a crença de uma estabilidade de investir com a queda dos juros e é assim que deve seguir as coisas. Cada um com a sua parte e o Brasil crescendo.

Diante das metas do Governo, o crescimento brasileiro para 2009 atingirá a altíssima marca dos 4%, o que seria algo incrívelmente ascendente. Muitos acreditam que o crescimento fique mesmo em torno dos 2%. Sendo 2% ou 4%, convenhamos, estamos crescendo.

O último receio do Banco Central e dos economistas que mais entendem de inflação era o repasse da alta do dólar para os preços. Mas isso não aconteceu principalmente porque a demanda está fraca. Ninguém vai querer subir preços num clima de competição e queda nas vendas.

Então é esperar que novas reuniões aconteçam de forma objetiva e, porque não, mais cedo. A crise vai se alastrando e não vai esperar governo nenhum tomar providências depois que o bonde passar. A taxa básica de juros deverá entrar numa depreciação daqui para frente.

É o papel do governo fazer ela cair e manter junto com uma inflação regulada. São tarefas relativamentes difíceis, porém necessárias.

noticia_1212495009484534a17e1ec

PACHECO,R.O.