No mês que consolidou a crise financeira

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NOVEMBRO: O mundo tomou consciência da crise

– Se outubro foi o mês da surpresa, com o agravamento da crise pegando todo mundo desprevenido e com os ativos sofrendo fortes reajustes, novembro foi o mês da consciência – diz o economista-chefe da Liquidez Corretora, Marcelo Voss.

O índice que mede o valor das commodities chegou no seu menor nível histórico. O petróleo em sua coteção mínima de ontem (28/11), a US$50, depois de bater para mais de US$150. Economias importantes no mundo declarando recessões e mantendo as incertezas sobres seus futuros. Alemanha, EUA, Japão, Zona do Euro, Suécia, Itália, Espanha, Reino Unido fecharam o terceiro trimestre do ano no vermelho. São dados alarmantes considerando que basicamente toda a parte rica do mundo está decaindo.

Novembro foi marcado por decisões importantes para a redução dos impactos da crise. Pacotes anti crise, diminuição na taxa de juros, aumento no poder de compra do consumidor com estímulos governamentais e até a eleição de um presidente negro no país mais racista do mundo. A eleiçao de Obama foi decisiva na nova ordem mundial econômica. As expectativas quanto o seu governo são as melhores possíveis.

– O mais importante foram os pacotes dos países e a definição da equipe econômica do Obama. Ele já avisa que está com um plano de ação pronto para iniciar o governo – afirma o estrategista da Um Investimentos, José Manuel Teixeira.

– Ao contrário do início de novembro, entramos em dezembro com uma expectativa neutro para positiva, e não extremamente negativa. No começo de outubro, muitos investidores não sabiam se no fim do mês estariam empregados – diz Voss.

Mesmo com a consolidação da crise, pelo menos o cenário está um pouco melhor que no fim de outubro.

Fonte: O Globo – Míriam Leitão 28/11

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Blindagem na Petrobras

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Financiamentos da estatal levantando suspeitas.

Nessa quarta-feira à noite, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) denunciou o empréstimo feito pela Petrobras a Caixa Econômica Federal o que gerou a suspeita de que a estatal estaria sofrendo algum problema de caixa. Em situações de crise, é normal que o fluxo de financiamentos cresça independente da empresa ser de pequeno ou grande porte. E como a contração de crédito internacional está pesada, a saída mesmo é se sujeitar a empréstimos internos.

A Petrobras fez um financiamento de R$2 bilhões de reais com a CEF justamente por essa escassez de crédito no exterior. A medida não passa de uma atitude já corriqueira da estatal, que durante toda a sua história sempre manteve financiamentos, independente de tempos de crise ou não. A suspeita de que a empresa possa estar passando por certa dificuldade no caixa é levantada, porém o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, já fez questão de minimizar  o caso.

“Isso não é grave para nenhuma empresa. Isso já foi feito tantas vezes”, comentou Lobão nesta quinta. “A Petrobras já contraiu empréstimos no exterior, em outros momentos, e também no Brasil. Ela está apenas repetindo aquilo que sempre fez”, completou.

O Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também saiu em defesa do financiamento da Petrobras. “A Petrobras, como qualquer outra empresa, precisa de recursos para movimentar seus projetos. Como há uma retração de crédito e parece que os bancos sumiram, (a companhia) precisa buscar recursos”.”A empresa tem geração de caixa e quando precisa faz empréstimo. É normal. Qualquer grande rede varejista faz empréstimo. Por que a Petrobras não pode fazer?”, questionou.

Fonte: Estadao.com.br

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Publicidade da Crise

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Campanha de estímulo ao consumo.


O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, volta ao seu estado normal de ser quando fala otimista sobre a crise. O Governo irá lançar uma campanha publicitária de estímulo ao consumo. Campanha de publicidade de consumo às vezes não é a melhor forma de lidar com uma crise, principalmente uma crise como essa. Uma crise como essa tem que ter administração diária, comunicação com as pessoas diretamente ligadas. As coisas não são como o Governo quer ou acha que são. Viver de otimismo nunca é demais, porém é preciso manter os pés no chão.

Nos EUA, por exemplo, ontem, o presidente eleito Barack Obama, declarou que as coisas não vão nada bem, que veria ainda certas complicações para o mundo finananceiro, mas ao mesmo tempo, está mantendo os planos para segurar a crise nos eixos. Ele acaba demonstrando mais seguridade nas falas porque ele diz o que é o mais certo e o mais aceitável. Obama fala de coisas concretas porém avisa que também pode/vai piorar. Assim seria, talvez, a melhor forma de comunicação.

Contratar uma empresa de publicidade para provar ao brasileiro que a crise não está pegando o Brasil não seria uma medida muito responsável por parte do governo. Fazer um oba-oba em meio a essa crise toda é confiar demais no que tem, e o que o Brasil tem, não faz do Governo mascarar o que está acontecendo.

Isso pode acarretar um agravemento na dívida dos consumidores o que pode gerar uma crise pior ainda. Forçar o consumo a beira de uma recessão mundial não seria muito inteligente, principalmente em um país como o Brasil que já tem seu histórico de calotes. É um caminho meio ruim o que o Governo escolheu na área da comunicação.

O otimismo do Ministro percebe-se na crença do crescimento brasileiro a 4% no ano que vem. Caso aconteça, pode ocorrer um grande buraco nas contas primárias oque seria ruim para a dívida interna. Essa propaganda positiva tem que ter um freio para que efeitos colaterais na agrave ainda mais a situação brasileira.

Fonte: Rádio CBN

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Dados de Outubro sobre o crédito no Brasil

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Não há crise de crédito no Brasil.

O BC divulgou ontem os dados sobre o crédito em Outubro e foram surpreendentes. Os números mostram um crescimento do crédito que bateu 40% do PIB, pela primeira vez. O crédito para as pessoas apenas reduziu o crescimento. Estava crescendo a uma taxa de 30% ao mês quando comparado ao ano anterior, agora essa taxa segue a 20%. Para as empresas, o ritmo de crescimento é o dobro disso.

Caiu apenas 3% a concessão de novos empréstimos. O dinheiro ficou muito mais caro principalmente para o consumidor, coisa que já se esperava no desenrolar da situação.

O BC registrou também uma queda pequena no crédito para a venda de carros e também uma diminuição no financiamento para a exportação.

Não há evidências de uma crise de crédito no Brasil. No início de Outubro, houve sim, queda forte no crédito brasileiro, mas as ações do Governo agiram forte e de maneira certa, ocorrendo uma valorização das ações.

No caso dos imóveis, o mercado brasileiro tem condições de manter as vendas na crise porque é uma decisão de longo prazo para o consumidor e há uma grande demanda reprimida no Brasil. O que as empresas estão fazendo é cancelando seus lançamentos que estariam por vir e dando cada vez mais vantagens para atrair o consumidor.

Fonte: Bom Dia Brasil 26/11/2008 – Míriam Leitão

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Altas abrem a semana.

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Começo azul na semana.

A bolsa brasileira abre a semana com altas expressivas, comandada pelos papéis da estatal Petrobras. O índice Ibovespa fechou nesta segunda-feira em 9% de alta, seguidas as tendências internacionais.

O mercado levou bem a ajuda ao Citigroup feito pelo Governo Americano e a nomeação do novo chefe do Tesouro Americano. A notícia gera expectativa para que as incertezas no mercado financeiro americano diminua, dessa forma, as graves consequências também.

O mercado aguardava a nomeação da nova equipe financeira do Governo Obama e foi o que aconteceu. Timothy Geithner, diretor-chefe do FED em NY, foi eleito o novo comandante do Tesouro Americano. O abacaxi que esse cidadão vai encarar colocará em prova a competência tanto dele como o da nova equipe do Governo Obama. Esse novo time é esperado pelo mundo como um fator expressivo para a salvação da situação econômica no mundo.

Na questão do Citi, o governo se comprometeu na liquidez no mercado ao lançar atitudes como essa. A injeção de crédito no banco americano é dito como uma “garantia”. “Um conjunto de garantias, além de acesso à liquidez e ao capital”.

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